Boca Aberta acusa promotor de persegui-lo.| Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados
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Respondendo judicialmente por improbidade administrativa, o deputado federal paranaense Boca Aberta (Pros) foi denunciado, nesta sexta-feira (18), por crime contra a honra praticado contra os promotores que o investigam.

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O Ministério Público do Paraná (MP-PR) elencou áudios divulgados no WhatsApp e postagens no Facebook e no Twitter em que o deputado teria proferido calúnias, injúrias e difamações relacionadas ao promotores. A denúncia aponta seis crimes de calúnia, 11 de difamação e sete de injúria.

O Ministério Público também citou que o deputado proferiu novas ofensas no plenário da Câmara dos Deputados e informou que a Procuradoria-Geral de Justiça e a Associação Paranaense do Ministério Público adotarão todas as medidas judiciais e extrajudiciais cabíveis para responsabilização administrativa, civil e criminal do parlamentar, “haja vista que suas manifestações representam grave ofensa à honra dos agentes ministeriais citados e atingem diretamente a sociedade e o próprio estado democrático de direito”.

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Boca Aberta foi denunciado em duas ações civis públicas pelo Ministério Público, que apontam desvio de recursos e prática de rachadinha dos salários de seus assessores, do de seu filho, deputado estadual Boca Aberta Junior (Pros) e sua esposa, Mara Boca Aberta (Pros) – vereadora de Londrina. Desde o protocolo das denúncias, Boca Aberta vem alegando ser alvo de perseguição política por parte dos promotores Renato de Lima Castro e Luciana Esteves muitas vezes, fazendo ataques aos promotores.

O deputado entrou em contato com a coluna na manhã deste sábado (19) informando que também está movendo ações contra os promotores por perseguição política e afirmou que pode provar todos os ataques que fez aos promotores. "Se falar a verdade sobre bandidos travestidos de promotores for ofensa, vou continuar a ofender", disse o deputado, que repetiu que não fez rachadinha de salário de funcionários, apenas organizou vaquinhas para fazer doações a famílias que perderam renda durante a pandemia. "Prefiro ser preso por 'rachar' meu salário e de meus funcionários com a população necessitada do que não fazer nada por eles ou ser denunciado por desviar o dinheiro do povo", disse.