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Os deputados Romanelli e Tiago Amaral, de saída do PSB
Os deputados Romanelli e Tiago Amaral, de saída do PSB| Foto: Albari Rosa/ Arquivo Gazeta do Povo

Os cinco deputados estaduais do PSB do Paraná devem deixar a legenda nesta janela partidária de março. Além deles, o presidente estadual do partido, Severino Araújo, que comanda a sigla há 27 anos, também anunciou que está deixando o cargo. A debandada, que já vinha sendo ensaiada, foi acelerada com a filiação do ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin ao partido, que praticamente selou o caminho do PSB nas eleições gerais deste ano.

Com Alckmin posicionado como pré-candidato a vice-presidente na chapa de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Roberto Requião (sem partido) já colocado como pré-candidato de Lula ao governo do Paraná, as principais lideranças do PSB no estado viram inviabilizada sua posição de apoiar o governador Carlos Massa Ratinho Junior (PSD) ao governo do estado.

“Não tem como ficar no PSB porque pode ocorrer de, depois da janela, o partido formar federação com o PT e nós sermos obrigados a estar coligados com o PT em outubro. A gente foi a Brasília, o presidente nacional [Carlos Siqueira] garantiu que ia respeitar a questão estadual, mas a federação é impositiva, está na Legislação. E como o STF estendeu o período da formação de federações para após o período de filiação partidária e a conversa sobre federação está avançada no plano nacional, vamos todos sair do partido”, disse Alexandre Curi, revelando que ele, Luiz Cláudio Romanelli, Artagão Junior e Jonas Guimarães. “Até o fim do mês definimos o partido. Temos conversa com o PP, com o PSD, com o Pros e, até com o MDB”, disse, citando a possiblidade de os deputados voltarem ao partido que deixaram por desavenças com Roberto Requião. O outro deputado do PSB, Tiago Amaral, já definiu que trocará o partido pelo PSD de Ratinho Junior.

A encaminhada federação com o PT também motivou o presidente estadual do PSDB, Severino Araújo, no comando do partido há 27 anos, a antecipar a saída do cargo. "Meu mandato terminava em 31 de maio e eu já havia comunicado a decisão de não continuar. Com todas essas incompatibilidades que vêm acontecendo, comuniquei ao presidente Carlos Siqueira a intenção de antecipar essa saída, o que deve ocorrer nos próximos dias. Eu já não ia seguir na presidência, mas não ia admitir, ainda no meu mandato, virarmos sublegenda do PT", disse.

Mais alinhados com as posições nacionais do PSB, os deputados federais Aliel Machado e Luciano Ducci permanecem na legenda e ganham mais protagonismo na reconstrução do partido visando as eleições de outubro. Ducci, inclusive, é o vice-presidente estadual do partido e deve assumir o comando do diretório estadual. “Ainda não tem nada definido. Temos uma reunião na tarde desta quarta-feira em que trataremos sobre a questão do Paraná”, disse Ducci à coluna, sem antecipar nenhum posicionamento.

Já Aliel Machado comemorou a filiação de Alckmin ao partido. “A vinda do Alckmin é muito positiva. O país passa por um momento de aflição e de grave crise politica e econômica, e a vinda dele passa um alento de esperança. Isso porque, apesar de todas as divergências de disputas passadas, o Alckmin tem um legado: é respeitado, tem experiência, foi governador de São Paulo por três vezes. E, hoje, o país clama por uma via que traga, novamente, a confiança e o diálogo. E isso é uma demonstração de força e, principalmente, de humildade de ambos os lados. O que as pessoas esperam, neste momento é a retomada da confiança no país, do emprego, do crescimento econômico, da redução da desigualdade. E essa é a pauta do PSB e, por isso, a vinda do Alckmin é muito positiva”, disse.

Sobre o arranjo estadual, Aliel Machado afirmou que agora, com a posição mais clara no cenário nacional, é que se começa a discussão dos palanques regionais. “Essa questão ainda está sendo debatida. O governador procurou o partido no ano passado e pediu apoio, as conversas ficaram de avançar, mas não avançaram. Sobre isso, com a orientação da direção nacional, vamos discutir todas as situações”, afirmou.

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