| Foto: Jonathan Campos / Arquivo Gazeta do Povo
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Cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por 6 votos 1 em processo por abuso de poder e uso indevido dos meios de comunicação, o deputado estadual Fernando Francischini (PSL) diz apostar em uma liminar no Supremo Tribunal Federal para recuperar seu mandato na Assembleia Legislativa.

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“Lamento demais esta decisão que afeta mandatos conquistados legitimamente. Um dia triste, mas histórico na luta pelas liberdades individuais. Nós vamos recorrer e reverter essa decisão lá no STF, preservando a vontade de meio milhão de eleitores paranaenses”, declarou o deputado após a decisão.

A estratégia da defesa de Francischini é um pedido de liminar ao relator do caso no STF. Como três dos mais rigorosos ministros do STF (Alexandre de Moraes, Edson Fachin e Luís Roberto Barroso) fazem parte do pleno do TSE, eles não podem assumir, no Supremo, a relatoria de recursos contra a Justiça Eleitoral. Assim, aumentam as chances de o caso do deputado paranaense cair nas mãos de um ministro mais “garantista” da corte, como Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Dias Toffoli, ou, mesmo, nas mãos do único ministro indicado pelo presidente Jair Bolsonaro até o momento, Kassio Nunes Marques. Uma decisão monocrática, em liminar, do ministro relator pode devolver o mandato ao deputado, ao menos até que o pleno do Supremo decida sobre o caso.

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O recurso de Francischini ao STF, no entanto, não tem efeito suspensivo. A decisão do TSE deve ser cumprida imediatamente após a notificação da Mesa da Assembleia Legislativa. O deputado aguardará o julgamento do recurso fora do cargo.

Francischini foi cassado pelo TSE em recurso apresentado pelo Ministério Público Eleitoral que o denunciou por abuso de poder e uso indevido dos meios de comunicação por, no dia 7 de outubro de 2018, faltando 20 minutos para o encerramento da votação nas eleições gerais daquele ano, ter realizado uma live nas redes sociais afirmando que urnas eletrônicas de Curitiba estavam sendo fraudadas para não aceitarem votos registrados para o então candidato a presidente Jair Bolsonaro. É a primeira decisão do TSE sobre fake news envolvendo a segurança das urnas eletrônicas e a lisura do processo eleitoral.

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