| Foto:

Não é fácil. Mais uma campanha eleitoral e a enxurrada de candidatos que prometem mundos e fundos. O problema, também, é a contrapartida (do eleitor) que ainda deixa muito a desejar. Se o time vai mal, a culpa não é da torcida.

CARREGANDO :)

Mas, voltando ao desempenho do time, um exemplo: meses depois da posse de um certo presidente, havia quem lamentasse seu voto. “Ele prometeu mudanças, mas minha vida não mudou um tiquinho sequer”.

Pois é, parece que o eleitor votou num presidente só para ele, eleitor. O resto que se dane.

Publicidade

Ainda da mesma eleição: quando saiu o resultado, um cabôco, falando com o dom da verdade, garantiu para todos os presentes, no Bar VIP da Vila Piroquinha:

– Ganhou, mas não vai assumir. Tem 1.500 soldados (sic) prontos para impedir a sua posse.

No dia 1º de janeiro de 2003, porém, Lula, o Sapo Barbudo, como dizia doutor Leonel Brizola, era empossado na presidência.

Com todas as honras de praxe, inclusive as militares.

Um cipoal de candidatos

Publicidade

Em outra campanha eleitoral, mais recente, um eleitor lamentava antes de ir às urnas:

– Tem tanto candidato que eu não sei em quem votar.

Para encerrar, um registro: no livro Futebol Político, de Egídio Serpa, primeira edição, Fortaleza – Ceará, 1976, temos à página 153 um diálogo. O candidato a vereador conversando com um amigo, ao telefone:

– E como vai a campanha? Já tem slogan?

– Tenho. Veja só: Se eu estiver dormindo, não me acorde. Pra vereador, vote no Lorde, que tal?

Publicidade

E, na época de Arena x MDB, era voz corrente:

– Onde a Arena vai mal, mais um time no Nacional. E o campeonato inchava, transbordava – o que transbordava não era qualidade.

Muita gente aplaudia. Principalmente os cartolas.

Depois de 20 anos cassado em seus direitos de cidadão, sem direito ao voto, Natureza Morta não abre mão do jogo democrático. Agora, com o voto biométrico.

ENQUANTO ISSO…

Publicidade