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Indiana Juk, o imbatível

  • PorFrancisco Camargo
  • 23/01/2015 20:46
Indiana Juk, o imbatível
| Foto:

Lembrando Indiana Juk, o caçador das causas perdidas. Com este título, o jornalista Luiz Augusto Juk prestou tocante homenagem a seu pai, o inesquecível Miroslau Juk, que completaria 93 anos no dia 20 de janeiro.

E, entre outras passagens, conta que seu Juk entrou para o jornalismo como pesquisador.

– Fazia o que mais gostava, arquivar. Meticuloso em tudo. Datas, observações anotadas em documentos, fotos. E assim aceitou o desafio para recuperar o arquivo do então Diário do Paraná, totalmente abandonado. Mais tarde, já bem conhecido no meio jornalístico, foi para outros veículos, na mesma função.

Mais que um arquivista

Quando trabalhou no Correio de Notícias, como arquivista e pesquisador, ficou com a fama de um rígido guardador de fotos e recortes de jornais. Como lia tudo, matava a cobra e mostrava o pau, o seu Miro ganhou o carinhoso apelido de Indiana Juk. É que, à época, já era famoso, no cinema, também pelo empenho e eficiência, o arqueólogo Indiana Jones (Harrison Ford), mobilizado até para encontrar a Arca perdida (Arca da Aliança).

Daí, então, na versão curitibana, o nosso Caçador das Causas Perdidas.

De volta a 1937

Recorda um dos jornalistas que passaram pelo Correio de Notícias: atrás de documentos sobre Plínio Salgado e o integralismo, para registrar a ascensão e queda do movimento galinha verde no Paraná, pediu ajuda a seu Juk.

– Preciso do que o senhor tiver sobre o integralismo.

Não demorou muito e tinha sobre a mesa uma pasta bem recheada com recortes e, inclusive, um exemplar de Anauê. Edição número 18, anno III – 1.º de agosto de 1937.

Revista mensal ilustrada, Anauê  estava em plena campanha de Plínio Salgado, “esse candidato que vive com o povo, que se identificou com o Brasil, o candidato do único partido que apresenta um plano revolucionário na disputa sucessional – o Integralismo. É Plínio Salgado, o candidato popular e nacional do Brasil. A sua voz encontrou éco em todo o paíz”, garantia a publicação – com a grafia da época, por supuesto.

Exibindo 64 páginas e recheada de anúncios, Anuê começou a circular em janeiro de 1935. Fechou em 1937, quando a versão tupiniquim do fascismo deu com os burros n’água.

Para não dilapidar o arquivo do jornal subtraindo o exemplar, o jornalista pediu uma cópia. No mesmo dia, no final do expediente, receberia a cópia xerografada. Xerox feito numa papelaria nas proximidades do Correio de Notícias.

– Quanto devo? – prontificou-se o jornalista, já metendo a mão no bolso.

– Nada. É um presente – justificou o nosso Indiana Juk, abrindo um sorriso.

ENQUANTO ISSO…

24 janeiro

 

 

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