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O filme é muito bom. Mais do que bom, excelente. O professor Abronsius é um estudioso em vampiros. Para aprender mais sobre vampirismo e acabar com o mal, vai à Transilvânia, o QG da turma, acompanhado de Alfred, seu fiel escudeiro.
Depois de muitas peripécias…
– Não entendendo… – atalha Beronha, nosso anti-herói de plantão, que acabara de chegar.
Natureza Morta:
– Ah, sim, estava falando de “A Dança dos Vampiros” (The Fearless Vampire Killers), 1967, filme de Roman Polanski, que também interpreta Alfred…

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Origem da conversa

Mas, afinal, qual o problema? Vírus. Vírus de computador. Por insistência de amigos, o solitário da Vila Piroquinha decidiu comprar um computador. Antes, consultou um tal de Alfred E. Newman, velho conhecido, para melhor facilitar o processo de inclusão social e adaptação ao meio.
Depois das primeiras experiências, concordou com o Alfred, para quem “o
maior defeito de um computador está localizado entre o teclado e o encosto da cadeira”.
Resumindo: no “admirável mundo novo”, como costuma dizer, Natureza foi vítima, logo de cara, de um vírus. Três meses depois do “infausto acontecimento” continua recebendo alertas de amigos e conhecidos:
– Recebi seu e-mail. Não traz mensagem nenhuma. Cuidado, é vírus! Tome providências.

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O seguro morreu de velho

Diante do impacto da revelação, Natureza foi se informar – pessoalmente, posto que é mais seguro – com um amigo, técnico em informática. Ficou sabendo que “vírus de computador é um programa diabólico que, agindo como um vírus biológico, infecta o sistema, faz cópias de si mesmo e tenta se espalhar para outros computadores”.
A maioria dos casos ocorre pela desatenção do usuário ao executar o arquivo infectado recebido como um anexo de e-mail. A segunda causa de contaminação é por sistema operacional sem correções de segurança.
Pior ainda: até o ano passado tinham sido catalogados 950 mil vírus.
Do objetivo inicial, pura patifaria, passamos a danos de outras espécies: captura de senhas bancárias, números de contas, cartões e outros dados pessoais para golpes na praça.

Onipresente e onisciente

Acusado direta e indiretamente de espalhar vírus, Natureza passou algumas noites sem dormir.
– Internet, essa coisa onipresente e onisciente…
– Oni o quê? – interrompe Beronha.
Onipresente, que está em todos os lugares a todo tempo, e onisciente, que sabe tudo, ad infinitum
– Ad o quê? – Beronha de novo.
Ad infinitum, latim, significa “até o infinito”, incluindo passado, presente e futuro…
– Pombas! – Beronha, encerrando sua participação, enquanto Natureza voltava à “Dança dos Vampiros” e ao triste fim do professor Abronsius. Ao escapar da Transilvânia, crente que tinha a receita infalível contra os vampiros, ele ignorava que tinha levado uma mordida. E que, contaminado, iria espalhar o mal pelo resto do mundo.
Conformado, sentindo-se uma espécie de inocente útil no mundo cibernético, uma espécie de professor Abronsius, restou a Natureza apelar para o abissal conhecimento do Beronha:
– Quem mandou se meter a fogueteiro

ENQUANTO ISSO…

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