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Em suas caminhadas, professor Afronsius alimenta um velho hábito, para ele, salutar: observar as placas de automóveis. Ao contrário do Beronha, que busca “sugestões” para jogar no bicho, Afronsius gosta de “descobrir” cidades. Recentemente, no centro de Curitiba, esboçou um largo sorriso. Um carro de Catalão – GO. Isso mesmo, Catalão, Goiás.

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Mais tarde, com ajuda da Seção Achados&Perdidos, exclusiva do blog, ficou sabendo que a cidade fica a 250 km de Goiânia, que, por sua vez, dista 1.308,9 km de Curitiba. Com população perto de 100 mil habitantes, tem sua economia baseada no segmento mínero-metal-mecânico. E conta com empresas de porte, como a John Deere, Mitsubishi e Copebrás. Mas também se destaca pela indústria do vestuário (mais de 150 pequenas indústrias) e, por supueto, agropecuária. Mais: o dístico adotado pela prefeitura é “Governo da cidade, paz, renovação e parceria”.

Tropeiros em marcha

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Foi a partir da terceira década do século XVIII (1722/1723) que a região começou a ser ocupada. Por conta de Bartolomeu Bueno da Silva (ele mesmo, o Anhanguera, Diabo Velho, segundo os indígenas), teve início o plantio de roças. O povoamento ganhou força por volta de 1728, com a construção de um rancho para apoio das tropas que adentravam pelos gerais. Nas imediações de Catalão, permaneceu um dos capelães da comitiva de Bartolomeu, Frei Antônio, originário da Catalunha (Espanha) e apelidado de o Catalão. Ele e três parceiros resolveram criar um ponto de pouso junto ao Córrego do Almoço.

Casas de telhas e ranchos de capim

Em 1828, o povoado de Catalão resumia-se a 5 casas de telhas e 20  ranchos de capim. O arraial foi elevado à categoria de vila em 1833, desmembrando-se da comarca de Santa Cruz. Em 1850, abrangendo Ipameri e Corumbaíba, tornou-se a Comarca do Rio Paranaíba e, em 19 de julho de 1859, a Vila de Catalão foi elevada à categoria de cidade.

No dia 20 de agosto de 1859, Catalão tornou-se cidade legalmente constituída, mas isolada dos centros de decisão. A Comarca do Rio Paranaíba passou a se chamar Comarca de Catalão em 1938.

Beronha, voltando à placa do carro:

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– Que viagem, hein, e sem sair do lugar… Como descendente de tropeiros, senti vontade de retribuir a visita. Mas tomando cuidado com o Diabo Velho. Nunca se sabe…

ENQUANTO ISSO…