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Dia desses reclamei, aqui no blog, que os defensores da conciliação entre ciência e fé fazem um ótimo trabalho na academia, mas estão anos-luz atrás da “turma do conflito” quando o assunto é transmitir esse conhecimento para o público em geral. Por isso, gostei de ver (quer dizer, de ouvir) o astrônomo Frank Flynn, professor do Instituto de Educação Continuada da Universidade de Cambridge, falando na BBC na manhã de ontem. Mesmo sendo um programa local, transmitido apenas nos arredores de Cambridge e não para toda a rede, a oportunidade de ir a uma emissora de prestígio tinha mais é que ser aproveitada mesmo, mesmo que para falar uns minutinhos.

Pamela Mungroo, que estava à frente do Sunday Breakfast with Suzie Roberts já que a apresentadora titular pegou um resfriado, foi direto na veia. Perguntou logo de cara se há conflito entre ciência e religião no que se refere ao espaço (ela introduziu o assunto com alguns dados impressionantes a respeito da vastidão do universo). Flynn respondeu que, como astrônomo e cristão, não vê conflito nenhum; se existe, está só na cabeça das pessoas. Pamela, então, perguntou se um universo tão gigantesco não faz de Deus uma entidade inalcançável, remota ou distante de nós. Flynn argumentou que, embora muitas pessoas realmente vejam Deus como um ser distante ou indiferente, existe um elo entre o humano e o divino que permite concluir que Deus está, de fato, próximo e é reconhecível. Essa ligação, afirmou, está na pessoa de Cristo. E continuou, respondendo a uma nova pergunta da apresentadora, que muita gente tem a tendência de “encaixotar” Deus, limitando-o (o que foi o tema de um livro escrito por Flynn), quando a imensidão do universo aponta justamente para o contrário. Por fim, ao ser perguntando sobre o que sentia, como cientista e como cristão, ao olhar para as estrelas, Flynn contou um pouco sobre como surgiu seu interesse pela Astronomia e lembrou uma coisa interessante: ninguém precisa de formação acadêmica para se maravilhar com o universo, basta pegar um telescópio e começar a observar.

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Para ouvir o programa, basta clicar aqui (mas parece que ele só fica disponível por alguns dias). O trecho com Flynn está entre os minutos 2:09:03 (é, logo depois de Baby, can I hold you…) e 2:14:07.

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