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Curitiba também terá “açougue vegano”

  • PorFlávia Schiochet
  • 04/02/2016 19:10
Armazém VegAninha no bairro Abranches. Foto: Andrey Sanson/Arquivo pessoal
Armazém VegAninha no bairro Abranches. Foto: Andrey Sanson/Arquivo pessoal| Foto:
Armazém VegAninha no bairro Abranches. Foto: Andrey Sanson/Arquivo pessoal

Armazém VegAninha no bairro Abranches. Foto: Andrey Sanson/Arquivo pessoal

A marca VegAninha, especializada em carnes vegetais, abrirá uma loja física em Curitiba até junho de 2016 na região do bairro Abranches, próximo à Pedreira Paulo Leminski e ao Parque Tanguá. Andrey Sanson e Ana Luiza Couto, o casal por trás da marca e do Bazar Vegano do bairro Boa Vista, estão desde março reformando uma casa de dois andares para abrir um empório de secos e molhados, bem ao estilo mercadinho de bairro. Quem é do interior ou tem um desses pequenos comércios próximos de casa, sabe: de frios a produtos de limpeza, esse tipo de local funciona muito bem para atender à comunidade do bairro. O local passa pelos toques finais da reforma, como pintura e instalação de equipamentos e pela interminável burocracia.

Linguiças da VegAninha. Foto: Divulgação

Linguiças da VegAninha. Foto: Divulgação

E como um mercadinho de bairro, o balcão de frios terá as peças de “carne” para vender. Só que feita de glúten, como boa parte dos vegetarianos de Curitiba já puderam provar. Para quem estava ansioso para viajar à Europa, Ásia ou Estados Unidos para conhecer um dos “açougues veganos” que existem por lá, podem pegar uma linha de ônibus daqui uns meses e movimentar a economia local. 😉

Há quatro anos no mercado, Andrey e Ana preparam linguiças e salsichas vegetais feitas à mão, bife vegetal, seitan temperado, entre outros produtos similares. Tudo com o mínimo de impacto possível no meio ambiente, o que inclui pouco uso de recursos como energia e gás. “Como trabalhamos com encomendas por enquanto, não é fácil incluir muitas novidades no cardápio. Mas ao ter rotatividade com um ponto físico, teremos mais variedades quando abrirmos”, explica Andrey.

O que a dupla planeja incluir nas prateleiras e freezers do empório, por ora chamado de Empório VegAninha? “Produtos de pequenos produtores artesanais e locais, que não explorem os animais e que possam ser vendidos a granel”, responde Andrey. E isso vai além dos alimentos: vale também para produtos de limpeza e higiene pessoal, por exemplo. Quem quiser, pode levar a própria embalagem e recipiente para comprar os queijos vegetais e carnes de glúten ou usar as embalagens de papel fornecidas pela casa.

Reforma pesada há quase um ano transforma antigo mercadinho de bairro em um empório vegano. Foto: Andrey Sanson/Arquivo pessoal

Reforma pesada há quase um ano transforma antigo mercadinho de bairro em um empório vegano. Foto: Andrey Sanson/Arquivo pessoal

Dentro e fora do local terão mesas à disposição para quem quiser passar um tempo por lá e tomar um chope, comer pizza, quiche, sanduíches com as carnes vegetais da VegAninha e beliscos de boteco, como pão com bolinho. Também haverá opções sem glúten na “charcutaria” e nos lanches servidos na casa. “Queremos que seja um lugar bem inclusivo, por isso estamos planejando também toda a parte de acessibilidade, rampa de entrada e banheiros”, conta Andrey.

 

Detalhes do projeto

Além da proximidade do comércio com a casa da dupla, Andrey e Ana levaram em conta outros motivos para escolher o imóvel: por ser fora da área central, atende ao público do bairro, que não precisaria mais ir até o centro da cidade comprar certos produtos veganos e a área é cercada de pequenas florestas de araucárias, áreas de proteção permanente e parques.

Antiga fachada do futuro empório vegano no Abranches, Curitiba. Foto: Andrey Sanson/Arquivo pessoal

Antiga fachada do futuro empório vegano no Abranches, Curitiba. Foto: Andrey Sanson/Arquivo pessoal

Como o interesse é maior pela redução de impacto, a reforma do local respeita os princípios de bioconstrução e usa técnicas de permacultura. Há claraboias para iluminação solar, produtos de construção produzidos em cidades da região metropolitana de Curitiba, argamassa polimérica no lugar de cimento e calhas prontas para captar água da chuva para reuso, além de um telhado refeito pensando em captação de energia solar futuramente. E para quem conhece a casa em que moram Andrey e Ana, local onde foram realizadas as cinco edições do Bazar Vegano, é claro que o empório terá uma horta. Resta a nós esperar mais um pouquinho.

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