i

O Sua Leitura indica o quanto você está informado sobre um determinado assunto de acordo com a profundidade e contextualização dos conteúdos que você lê. Nosso time de editores credita 20, 40, 60, 80 ou 100 pontos a cada conteúdo – aqueles que mais ajudam na compreensão do momento do país recebem mais pontos. Ao longo do tempo, essa pontuação vai sendo reduzida, já que conteúdos mais novos tendem a ser também mais relevantes na compreensão do noticiário. Assim, a sua pontuação nesse sistema é dinâmica: aumenta quando você lê e diminui quando você deixa de se informar. Neste momento a pontuação está sendo feita somente em conteúdos relacionados ao governo federal.

Fechar
A matéria que você está lendo agora+0
Informação faz parte do exercício da cidadania. Aqui você vê quanto está bem informado sobre o que acontece no governo federal.
Que tal saber mais sobre esse assunto?

Verdura sem frescura

Ver perfil

Sobre ouvir as necessidades do corpo

  • PorFlávia Schiochet
  • 14/01/2014 16:00
Foto: Aniele Nascimento/Gazeta do Povo
Foto: Aniele Nascimento/Gazeta do Povo| Foto:

O texto abaixo está na minha lista de traduções desde que foi publicado e fui traduzindo aos pouquinhos por falta de tempo. Espero que se alguém cotejar o original com a minha versão em português não ache erros – mas ei, se encontrar, por favor me avise!

Ed Coffin é dietista e ativista. Uso o termo dietista no lugar de nutricionista porque são duas coisas diferentes, mas ambos profissionais entendem de dieta e de ingestão de alimentos. Neste texto de setembro de 2013 ele fala sobre uma frase comum de se escutar por aí — o de “ouvir o corpo”. Sentir vontade de comer algo, no entanto, não é precisar comer aquilo. Deixo vocês com o texto de Ed Coffin e a caixa de comentários logo mais. Adoraria saber o que os leitores acharam.

Foto: Aniele Nascimento/Gazeta do Povo

Foto: Aniele Nascimento/Gazeta do Povo

Podemos, por favor, parar de “ouvir nosso corpo”?

publicado por Ed Coffin em 18 de setembro de 2013 no Huffington Post

Claro, existem razões perfeitamente legítimas para “ouvir nossos corpos”. Por exemplo, ao notar uma dor aguda no peito ou uma reação alérgica (uma real, diagnosticada) à comida. No entanto, há muitas pessoas que fazem uma tentativa completamente irracional para justificar sua “necessidade” de consumir produtos animais usando o argumento de “ouvir meu corpo”. Como dietista, este é provavelmente um dos argumentos mais cansativos que ouço, porque é simplesmente falso.

Graças a Deus que não temos que confiar em meros pensamentos e sentimentos para determinar quais nutrientes os humanos precisam consumir para serem saudáveis. Na verdade, há uma coisa chamada método científico, e em sua forma de precisão incrível de coletar e decifrar informações. Nós o usamos para compilar décadas de pesquisas nutricionais que resultaram em recomendações estabelecidas para os nutrientes que nosso corpo precisa para prosperar.

Nós temos inclusive conseguido usar essas evidências científicas na nutrição humana para determinar que nós simplesmente não precisamos consumir produtos animais para sobreviver. A Academy of Nutrition and Dietetics (algo como uma associação de nutricionistas) “aposentou” essa questão com um único posicionamento:

“É a posição da American Dietetic Association que uma dieta vegetariana planejada, incluindo vegetarianas estritas ou veganas, são saudáveis, nutricionalmente adequadas e podem proporcionar benefícios à saúde na prevenção e tratamento de certas doenças. Dietas vegetarianas bem planejadas são apropriadas para indivíduos durante todo o ciclo da vida, incluindo gravidez, período de lactação, primeira infância, infância, adolescência e para atletas.”

Recomendações nutricionais baseadas em evidências nos mostram quais as quantidades de macro e micronutrientes que a população precisa para estar nutrida. Cabe a nós escolhermos como obter esses nutrientes, e certamente não há recomendação estabelecida para a quantidade de produtos animais que precisamos consumir porque eles não são essenciais. Nós podemos conseguir todos os nutrientes que nosso corpo requer ao consumir uma dieta totalmente “plant-based”. Isto não é propaganda ou fanatismo; é simplesmente um fato científico.

Então vamos parar de usar a desculpa de “ouvir o meu corpo”, porque é completamente falsa. Vamos ser verdadeiros e dizer “eu não estou pronto ou eu não quero virar vegano neste momento.” Existem certamente muitos debates que permeiam o estilo de vida vegano, mas se nós precisamos ou não comer produtos de origem animal para ser saudável não é um deles. Ninguém precisa “escutar seu corpo” para decidir se podem ser veganos ou não.

***

Se você lê em inglês, confira outros artigos de Ed Coffin aqui.

Deixe sua opinião
Use este espaço apenas para a comunicação de erros
Máximo de 700 caracteres [0]

Receba Nossas Notícias

Receba nossas newsletters

Ao se cadastrar em nossas newsletters, você concorda com os nossos Termos de Uso.

Receba nossas notícias no celular

WhatsApp: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.

Comentários [ 0 ]

O conteúdo do comentário é de responsabilidade do autor da mensagem. Consulte a nossa página de Dúvidas Frequentes e Política de Privacidade.