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Não tive como não começar esse post com o “have a good trip”! (“tenha uma boa viagem”!), desejo de um vendedor ao cliente de um dos milhares de coffeeshops que existem espalhados por Amsterdã, uma cidade liberal e cosmopolita. Quando nós ouvimos isso, caímos na gargalhada e logo pensei: “tá aí um bom título para o post”. Frase de duplo ou triplo sentido até, que vem a calhar para resumir o espírito que acompanha Amsterdã e seus visitantes. Eu tinha uma intuição de que adoraria este lugar e por isso disse que meu desejo era ficar mais dias. Dito e feito me apaixonei a ponto de não querer ir embora e pior (ou melhor), gostaria muito de morar aqui. Claro que entre querer e poder existe uma certa distância, mas não custa nada sonhar, não é mesmo? (Aliás, como nós dois costumamos brincar, eu tenho que cuidar com as coisas que eu quero, porque elas têm realmente acontecido.)

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Estou aqui pensando o que e como escrever para transmitir o encanto que senti por essa cidade. Não sei se vou conseguir, mas vou me esforçar. Amsterdã é uma cidade pequena, jovem, radiante, cercada de canais (165), pontes (1.281), bares, restaurantes, praças e importantes museus. Seu principal meio de transporte é aquela famosa bicicleta que venho escrevendo em outros posts. A capital da Holanda tem cerca de 762 mil habitantes (zona central) que fazem o seu dia a dia em cima da bicicleta. Na magrela eles carregam de tudo: cachorro, crianças, bebês, compras, cadeiras, outras bicicletas, enfim, tudo que der para adaptar. A sensação de paz, tranquilidade e liberdade que paira no ar de Amsterdã me conquistou.

Entre Van Gogh e Rembrandt
Amsterdã tem certamente mais de 30 museus, só pelo que contei no folder de turismo da cidade, mas o bacana aqui é escolher os principais. Os eleitos para nós foi o Museu do Van Gogh, o Rijksmuseum e a Casa Anne Frank. Como já comentei antes, ando um pouco cansada de museus, palácios e castelos, porque depois de um certo tempo viajando pela Europa, você percebe que muitas coisas se repetem. Como jornalista, tenho uma vantagem, não pago entrada na maioria deles, então me dou ao luxo de entrar e sair rapidinho quando não gosto ou simplesmente quando as pernas e principalmente os pés (inflamados ainda!) começam a gritar.

A casa de Anne Frank é o único momento pesado que você pode passar em Amsterdã. O local foi o esconderijo onde, durante a Segunda Guerra Mundial, Anne Frank escreveu seu diário relatando os horrores que ela e sua família passaram ali escondidos do exército alemão na época da ocupação nazista. Recomendamos!

O Museu Van Gogh vale a pena dedicar um tempinho, não é grande, e para quem gosta do cara, é um espetáculo. Ali você vai ver ao vivo e a cores “Girassóis” e “A Casa Amarela” entre outros clássicos, além de conhecer detalhes das diversas fases da vida do pintor. Compre ingresso antes pela internet porque as filas são enormes.

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O Rijksmuseum é pertinho do Van Gogh, também não é grande, dá para fazer rapidinho e ver as obras do Século de Ouro holandês. Não deixe de ver as casas de bonecas originais da época, uma versão em miniatura da residência dos adinheirados, as cerâmicas e logicamente as pinturas de Vermeer e o famoso quadro de Rembrandt “A Ronda Noturna”.

Museus vistos e agora só uma coisa a fazer: curta Amsterdã de bike! Pegue a bicicleta e circule pela cidade, pelos parques, sente nos bares e cafés da cidade e deixe a vida passar! Aqui a vida passa feliz demais!

Nosso dia a dia
Ficamos 4 dias apenas, lamentavelmente. O tempo não estava muito bom nos dois primeiros dias, mas não nos impediu de curtir muito. Ficamos hospedados no bairro de Oud-Zuid (dica do meu irmãozão ), no Hotel Central Park, um bairro residencial pertinho do Vondelpark, um parque lindo, grande e perfeito para pedalar, caminhar, correr e fazer um picnic. Amsterdã não é uma cidade considerada barata e os hotéis tão pouco são. Aqui é preciso alugar bike, e também não é muito barato, entre 12 e 15 euros por 24 horas (em comparação com Paris, por exemplo). Muitos hotéis têm esse serviço, que é bacana porque você devolve lá mesmo na hora de ir embora.

Além dos museus que comentei, alugamos as bicicletas no hotel e saímos para pedalar em direção ao sul de Amsterdã, saindo da cidade. A dica valiosa foi de um cara residente local que conhecemos no trem. O passeio durou umas 3 horas e foi espetacular. Chegamos até uma cidadezinha chamada Ouderkerk aan de Amstel e no caminho passamos pelos bairro de Pijp, pela Heineken Experience, pelo Amstelpark, pelos clássicos moinhos holandeses, casas típicas, restaurantes e fazendas.

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Em alguns lugares mais cheios, na zona central da cidade é impossível circular em cima da bike, por isso a dica é deixá-la estacionada e percorrer a pé, como fizemos para conhecer o concorrido Red Light District e suas vitrines com prostitutas expostas esperando clientes (o fim do mundo!) e o mercado de flores (se puder, compre os saquinhos com os botões de tulipas para plantar, fiquei louca de vontade (mais uma vez) e não pude comprar!

Uma outra forma de conhecer Amsterdã é com em belo passeio de barco chamado Canal Bus em que você pode descer e subir nos principais pontos, quantas vezes quiser. Uma delícia ver a cidade pelos canais, observar as casas inclinadas, as casas-barcos e as pontes românticas.

De barriga cheia
Para comer, o melhor é ir parando e experimento as comidinhas de rua, dos parques e feiras que sempre têm. Aqui há culinária de todas as partes do mundo e muitos restaurante indonésios muito bons. Mas, por favor, não deixe de experimentar os queijos e os stroopwafles que são bolachas fininhas recheadas de caramelo, típica holandesa. Impossível comer uma só! Ao lado do Museu Van Gogh tem uma barraquinha que vende um cachorro quente simples, mas delicioso. Dá para forrar o estômago antes de entrar e percorrer o museu. Se você encontrar alguma feirinha que tenha broodje beenham coma, porque é um delicioso sanduíche de presunto!

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Nosso próximo destino: Paris!
Venha com a gente nessa viagem: raphaeseba@gmail.com e acesse Facebook