O chef Daniel Humm e seu sócio Will Guidara na coletiva de imprensa| Foto:

A matéria da Flávia Schiochet sobre a premiação do The World’s 50 Best Restaurant (link aqui) está bem completa, arrisco mais algumas linhas porque vi tudo de perto. Vamos lá. Tenho também algumas gravações e entrevistas que requerem reflexão sobre o assunto e mais tempo para depurar.

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Pressenti e estava certa, escrevi no último post, que o prêmio iria para os EUA. Avessa a selfies, não resisti quando dei de cara com o chef do Eleven Madison Park Daniel Humm. Esbarramos na entrada. Não perdi a chance de posar ao lado do futuro premiado. Foi como um aviso “será o restaurante dele”. Também não resisti ao “red carpet”, gastei minha cota de exibicionismo da vida.

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Com a força da Ásia, ou “asiania”, como já falam, a disputa para entrar e permanecer na lista está mais acirrada. Pude sentir isso até na enorme fila da imprensa a maioria era asiática, além dos australianos, claro. Do Brasil, apenas dois representantes dos principais jornais de São Paulo, além dessa blogueira.

Eleven

“Cozinha e hospitalidade devem caminhar juntas”, declarou Daniel Humm aos jornalistas na coletiva de imprensa. A casa foi premiada por isso e merece a colocação. A refeição no Eleven Madison Park impressiona seja pela comida e atendimento, mas também pela criatividade e beleza do local. Will Guidara sócio do chef contou que vão fechar o restaurante para uma grande reforma, que inclui a cozinha.

Quem quiser conhecer o restaurante deve correr, as reservas ficarão mais disputadas ainda, como acontece com quem está entre os melhores restaurantes do mundo.

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Daniel e Will estavam visivelmente emocionados, e comentaram que há pouco tempo haviam entrado na lista e agora estavam ao lado dos chefs que inspiram o trabalho deles. “É muito especial que hoje nós possamos inspirar e estar no pódio”, afirmou Daniel.

Os melhores

O 50 Best é um guia como outros, o diferencial é que chefs participam da votação e elegem os melhores ao lado de jornalistas e foodies, todos que prestam muita atenção na comida, isso é o que realmente importa. O resultado, além do barulho que fazem, é que apontam tendências na gastronomia, por exemplo, a entrada de pequenos restaurantes, como o excelente Septime em Paris.

47 dos 50 premiados estavam lá. Quem não pode ir mandou um vídeo. Alex Atala não tem participado, nem na etapa da América do Sul, uma pena, mas continua sendo o representante mais importante da gastronomia brasileira, claro.

Uma festa com muitos patrocinadores e apoio do Turismo Austrália só poderia ter boa comida e bebida. Tapete vermelho para recepção dos chefs e toda a pompa que o momento pede.

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Não acho que apenas o Brasil tem aparecido pouco, como já comentei. A América do Sul toda deveria se unir para aparecer mais, corre o risco de ficar na sombra.