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Uma família brasileira na China

Enviado por christianedumont, 09/04/16 12:28:02 AM

Ni men hao,

Enfim, chegou o dia da despedida. O Família Brasileira na China esteve com vocês durante quase cinco anos  nos quais relatamos nossas aventuras nesse país tão diferente e tão parecido com o Brasil. Da chegada de tirar o fôlego, quando nos perdemos no caminho do aeroporto até nossa casa, passando pela descoberta do câncer que paralisou minha vida por alguns meses, até nossa viagem para Austrália, no início deste ano, quando descobrimos a invasão asiática à oceania.

A família, na verdade, nem está mais junta fisicamente na China.

Fernando promovendo sua empresa What the Fox.

Fernando promovendo sua empresa What the Fox.

Fernando, que já foi garçom num restaurante VIP em Shenzhen durante dois anos, que comeu espetinho de gato (ou coisa pior) no baixo mundo chinês nas madrugadas depois da balada, trabalha agora como fotógrafo profissional no Brasil.

 

 

 

Mariana e a tatuagem que ela mesmo desenhou

Mariana e a tatuagem que ela mesmo desenhou

Mariana, chegou aqui com 14 anos e foi tomada pelo sentimento de liberdade que uma cidade sem violência nos traz (e que, infelizmente, não sabemos o que é até sair do Brasil), a ponto de quebrar a cara, literalmente, num acidente de moto. Ela agora é uma mulher de praticamente 20 anos, vivendo por conta própria longe da família em Gold Coast, o que nos enche de orgulho e admiração.

 

 

Marcos e seu sorriso inconfundivel.

Marcos e seu sorriso inconfundivel.

Marcos, chegou um pré-adolescente de 12 anos assustado pelo fato de não falar inglês numa escola internacional. Por ser um menino reservado, evitei falar particularmente dele no blog, com exceção de quando vivemos uma experiência surreal em um hospital chinês. Hoje, Marcos é um homem de 17 anos que descobriu um talento surpreendente para música e foi responsável por um dos momentos mais emocionantes da minha vida, mas que não virou post. Assim que comecei meu tratamento de quimioterapia, a escola organizou o Winter Concert onde Marquinhos faria sua estreia como cantor. Reuni todas as minhas forças físicas e emocionais para enfrentar, careca, professores e coleguinas, e acabei assistindo ao maravilhoso desabrochar de um filho-artista.

 

Eduardo muito mais alto do que eu!

Eduardo muito mais alto do que eu!

Dudu, o mascote deste blog, que em 3 meses de China já estava comemorando o aniversário com meninos de todos os lugares do mundo, que se perdeu nas ruas de Shenzhen e participou de programa de TV, já nem se sente brasileiro. Torce pelo Barcelona, fala inglês melhor do que português, tem a melhor pronúncia de mandarim da família e come o típico macarrão com queijo dos americanos de palitinho. Dudu entrou este ano na adolescência, ficou mais alto do que eu e esfrega isso na minha cara toda vez que cruza comigo nos corredores de casa.

 

Eu, Luiz e o metro e meio que nos separa.

Eu, Luiz e o metro e meio que nos separa.

Eu e Luiz revisamos valores, acrescentamos referências de vida, mudamos nossas convicções sobre o mundo e assistimos a evolução dos nossos filhos com um misto de surpresa e medo. Será que eles estão felizes? Fizemos a coisa certa? Acho que sim, Luiz,acho que sim.

 

 

 

Me sinto muito honrada de ter podido dividir essa história de vida com vocês e, cada vez que eu vir algo muito estranho pelas ruas de Shenzhen, vou lamentar não poder mais compartilha-lo aqui. Mas bola para frente, que a fila anda. Falando em fila, já leram o post Pai Dui?

FAMILIA BRASILEIRA NA CHINA 2011-2016

FAMILIA BRASILEIRA NA CHINA 2011-2016

Zai Jian

Christiane Dumont

Christiane Dumont

Christiane é certificada pela Sociedade Brasileira de Coach em Life&Personal Coach e atende pessoalmente e por Skype. Pós-graduada em propaganda e marketing, vive há quase cinco anos em Shenzhen, na zona do Cantão na China. Casada, mãe de 3 filhos, trabalha fornecendo suporte a brasileiros que desejam fazer negócios, estudar ou conhecer este país, além de escrever para mídias sociais sobre suas experiências como expatriada.

christianedumont@hotmail.com

Enviado por christianedumont, 03/04/16 7:43:52 AM

O lençol

Aijiao, minha ayi (empregada) e amiga, me mostrou um lençol rasgado e disse que eu precisava comprar novos para a cama dos meninos. Perguntei:

_ Qual o tamanho, Aijiao?

_ 2,00m x 1,50m

_ E como se fala essa coisa em chinês (eu, apontando para o elástico)?

Aijiao escreveu os caracteres de elástico num papel e lá fui eu para o mercado comprar lençol.

Já preparada para uma roubada (comprar qualquer coisa na China em loja chinesa onde ninguém fala inglês é sempre uma aventura), tirei a mochila das costas e o casacão, joguei-os num canto e fiquei olhando para aquela montanha de lençóis sem saber o que era de cima, o que era de baixo, o que era fronha, o que era capa para edredon, o que era decorativo e o que era real. Dez minutos depois, sentindo que não ia ter jeito, chamei um gerente e pedi ajuda. Mostrei os caracteres de elástico no papelzinho e ele coçou a cabeça. Hum, coçou a cabeça na China? Mau sinal.

O gerente me mostrou um kit de três peças sendo que, entre os vários números impressos na embalagem ao lado de caracteres que eu nunca tinha visto, estava indicado 1.50. Eu mostrei o papel de elástico e perguntei?

_ Tem isso aqui?

Nova coçada de cabeça e uma porção de sons que não encontraram nenhuma referência no meu mandarim intermediário. Comecei a ficar impaciente. Apontei para uma cama de mostruário, levantei a colcha para mostrar o lençol de baixo e quase fraturei a mão por que o colchão era falso e feito de madeira. Mostrei o papel de novo e disse já sem paciência:

_ Eu quero isso aqui!!!

O gerente, também já de saco cheio de mim, disse que ia chamar alguém para me ajudar o que, obviamente, não aconteceu. Resolvi tentar por mim mesma. Comecei digitando o caracter de elástico no dicionário do celular para ver como se pronunciava. Foi aí que descobri que a Aijiao escreveu o caracter de lençol e não de elástico. Ou seja, eu estava numa seção de lençóis, cercada de lençóis por todos os lados e apontando para a palavra lençol!!!

Envergonhada, peguei uns pacotes de 1,50m e fui me embora.

Cheguei em casa cansada e entreguei os três lençóis para Aijiao que abriu os pacotes e disse:

_ Por que você comprou 1,50m?

_ Por que você me pediu.

_ Este é o tamanho do colchão e não do lençol. E por que você não comprou com isso aqui (apontando para o elástico)?

Pela primeira vez na vida, tive vontade de mandar a Aijiao ir catar coquinho na Cidade Proibida.

 

Quem-disse-que-so-brasileiro-tem-jeitinho.

Quem-disse-que-so-brasileiro-tem-jeitinho.

Aijiao levou os 3 lençóis de 1,50m para a costureira e transformou em 2 de elástico de 1,80m. Aijiao foi perdoada.

 

Christiane Dumont

Christiane Dumont

Christiane é certificada pela Sociedade Brasileira de Coach em Life&Personal Coach e atende pessoalmente e por Skype. Pós-graduada em propaganda e marketing, vive há quase cinco anos em Shenzhen, na zona do Cantão na China. Casada, mãe de 3 filhos, trabalha fornecendo suporte a brasileiros que desejam fazer negócios, estudar ou conhecer este país, além de escrever para mídias sociais sobre suas experiências como expatriada.

christianedumont@hotmail.com

 

 

 

 

Enviado por christianedumont, 27/03/16 10:26:54 AM

Jesus morreu!

Todo o expatriado, cedo ou tarde, acaba pagando algum mico por não conseguir se fazer entender num país estranho. A barreira não é só da  língua, mas também das diferenças culturais. Aqui na China, isso se exarceba tremendamente. Olhem o que rolou essa sexta-feira comigo conversando, por Wechat, com uma fornecedora chinesa de um cliente brasileiro. Importante: o diálogo se dá metade em mandarim, metada em inglês, ambas usando nossos aplicativos de tradução preferidos.

_ Chris, você pode perguntar para o seu cliente quantos containers ele vai querer?

_ Desculpe, Meg, mas hoje é feriado no Brasil e meu cliente deve ter viajado.

_ Oh, que feriado é hoje no Brasil?

_ Um feriado católico onde se celebra a morte de Jesus.

_Oh, Chris, sinto muito! Que momento difícil!

_ Haha, Meg, ele morreu há 2000 anos.

_ Ah, então tome cuidado, por que Jesus pode voltar para te bater. Hahahaha!

Imaginem agora se eu fosse explicar que no domingo ele tinha ressuscitado!

Boas Páscoa para todos e que esse momento do ano nos inspire a novos renascimentos!

 

Metamorfose

Metamorfose

Christiane Dumont

Christiane Dumont

Christiane é certificada pela Sociedade Brasileira de Coach em Life&Personal Coach e atende pessoalmente e por Skype. Pós-graduada em propaganda e marketing, vive há quase cinco anos em Shenzhen, na zona do Cantão na China. Casada, mãe de 3 filhos, trabalha fornecendo suporte a brasileiros que desejam fazer negócios, estudar ou conhecer este país, além de escrever para mídias sociais sobre suas experiências como expatriada.

christianedumont@hotmail.com

 

 

Enviado por christianedumont, 20/03/16 5:40:31 AM

Vida de Expatriado 3

Tenho uma grande amiga e colega de trabalho, a Glória Saez, que me serve de lição até hoje. Um dia qualquer da década de 90, ela me chamou na sua sala da ex-DPZ (que para nossa tristeza fechou as portas este ano, assim como tantas outras agências de propaganda do Rio) e disse que não estava conseguindo assinar o seu nome. Achamos que era estresse do trabalho, o vinho do dia anterior, rimos juntas, mas Gló foi ao médico e descobriu que tinha feito um derrame. Pequeno, mas ainda assim um derrame. Neste mesmo dia, ela tomou a decisão de emagrecer e parar de fumar e hoje, 20 anos depois, Glorinha continua magrinha, saudável e nunca mais colocou um cigarro na boca.

As grandes decisões da vida são assim: tomadas através de uma gigantesca força motivadora. Se esta energia for forte o suficiente, não haverá quem nos impeça de alcançar um objetivo, seja ele qual for.

Grande parte dos brasileiros que conheço e que está hoje vivendo na China, em algum momento, foi tomada por esta força propulsora que a trouxe até o outro lado do mundo para morar num dos países mais difíceis de se adaptar.

Infelizmente, esta força não está relacionada a um forte sentimento de aventura ou curiosidade. Ela está relacionada a uma grande decepção com o nosso país, o Brasil.

Casos como “acordei com os bandidos aos pés da minha cama” ou “nossa empresa faliu e não havia mais mercado para a gente trabalhar” são comuns de ser ouvidos por aqui. Paira no ar uma mistura de ressentimento, tristeza, raiva e frustração cada vez que falamos da pátria-mãe.

No nosso caso não foi diferente. Nós já havíamos mudado do Rio de Janeiro para Curitiba em busca de uma cidade mais calma para viver, mas continuamos convivendo com casos e mais casos de violência perto de nós. Não sei o que é pior: a indignação de ver um pessoa próxima ser morta ou  a conformidade que vem depois e nos faz falar do assunto como se fosse normal alguém ser assassinado nos dias de hoje.

No entanto, por maior que seja a decepção com o nosso país, não há quem não esteja acompanhando de forma emocionada os últimos acontecimentos políticos e econômicos. Recebemos pelo WhatsApp todas as gravações, fotos e vídeos em tempo real. Trocamos opiniões indignadas, compartilhamos orações por um país melhor e pedimos calma nas passeatas como se ainda estívessemos morando aí.

Grande parte nem votou para presidente por não ter tido saco (de novo a questão da motivação) de ir até o consulado, mas isso não nos tira o senso crítico e nem nos dá menos direito de reclamar do chiqueiro que transformaram o nosso Brasil. Muitos, como nós, ainda têm negócios, economias e investimentos no Brasil e paga impostos sobre imóveis ou transações financeiras.  Sentimos no bolso e na qualidade de vida o aumento do dólar ao longo do tempo, responsável pelo fechamento das portas de muitas tradings brasileiras na China. E o mais importante de tudo: temos nossos parentes e amigos vivendo esta novela de terceiro escalão que se tornou a política brasileira e cujo roteiro é de uma irrealidade sem fim.

Isso tudo, leitores, para dizer que a gente saiu do Brasil sim, mas o Brasil não saiu da gente.  “Tamo junto!”

 

FORA DILMA!!!!

A gente sai do Brasil, mas o Brasil não sai da gente

A gente sai do Brasil, mas o Brasil não sai da gente

 

 

Christiane Dumont

Christiane Dumont

Christiane é certificada pela Sociedade Brasileira de Coach em Life&Personal Coach e atende pessoalmente e por Skype. Pós-graduada em propaganda e marketing, vive há quase cinco anos em Shenzhen, na zona do Cantão na China. Casada, mãe de 3 filhos, trabalha fornecendo suporte a brasileiros que desejam fazer negócios, estudar ou conhecer este país, além de escrever para mídias sociais sobre suas experiências como expatriada.

christianedumont@hotmail.com

Enviado por christianedumont, 11/03/16 10:15:24 PM

Vida de Expatriado 2

 

Assim que cheguei à China, pensei logo em me matricular na Shenzhen University para aprender mandarim. Uma colega turca, com anos de experiência em mudar de um país para o outro, puxou o meu freio de mão e disse:

_ Chris, nos primeiros dias de China, você vai ficar eufórica. Lá pelo terceiro mês vai começar a ficar deprimida; depois vai querer ir embora de vez até que, seis meses depois, estará adptada e poderá iniciar a sua vida de verdade. Então espere um pouco antes de sair se matriculando na universidade assim de cara.

Eu respondi:

_ Ayla, eu levanto todos os dias eufórica, vou deprimindo ao longo da manhã, na hora do almoço quero voltar para o Brasil, vou melhorando na parte da tarde e de noite, quando todo mundo volta para casa, estou pronta para começar tudo de novo. Esse ciclo de 6 meses acontece comigo todo santo dia!!!

Semana passada ouvi uma outra história similar que dizia que a adaptação à China pode ser classificada em cinco Ds. A coisa acontece mais ou menos assim:

1.DESLUMBRE

Shenzhen é linda!

Shenzhen é linda!

“Os templos budistas são magníficos! A iluminação dos shoppings, prédios e monumentos fazem Shenzhen ainda mais linda durante à noite! Imaginem que até praia nós temos aqui. Parece Buzios! O jardim botânico é um passeio à parte. Aliás, os jardins são maravilhosos! Shenzhen é uma cidade tão moderna quanto qualquer metrópole norte americana”!

 

  1. DECEPÇÃO

    Shenzhen tem os mesmos problemas que qualquer outra cidade do mundo

    Shenzhen tem os mesmos problemas que qualquer outra cidade do mundo

“Sábado de manhã os supermercados ficam lotados! E o que são essas motinhos andando em cima das calçadas! Olhem como ficam as praias depois de um dia de sol! Comida chinesa no Brasil não é nem parecida com isso que eles servem por aqui.”

 

  1. DEBOCHE
Isso é o que eu chamo de diferenças culturais!

Isso é o que eu chamo de diferenças culturais!

“Por que as suites na China tem o quarto e o banheiro separados por um vidro? Para ver exatamente o que? A gente também nunca sabe se ao entrar em um loja recém inaugurada deve dar os parabéns ou os pêsames. E as decorações de natal que parecem uma incompreensível obra de arte moderna! Quando a criancinha chinesa precisa de um castigo, a mãe a leva para brincar no cachorro raivoso do parquinho. E essa propaganda? Isso é gel para …ou para….? Channl? A falsificação na chinesa atingiu níveis elevados de sofisticação, literalmente!”

 

4.DESESPERO

 

Descobrindo o lado mais diferente do chinês

Descobrindo o lado mais diferente do chinês

“Meu Deus, será que eles servem rabo nos restaurantes que a gente frequenta? E o que eles fazem com essas cabeças de bode sorridentes? As motos em cima da calçada aumentam a cada dia e, como se não bastasse, carrinhos cheios de fogos de artifício circulam tranquilamente pelas ruas. Sem falar das roupas estendidas nos jardins públicos para secar ao sol. Mas o pior mesmo é essa eterna poluição acizentando os céus de Shenzhen. Saudades do Brasil!”

 

5.DEU!

Deu é deu, não precisa de exemplificação.

Os 5Ds são, na realidade, uma grande brincadeira e uma bela desculpa para eu resgatar minha fotos antigas e apresentá-las para vocês. Elas mostram com muita clareza o que se chama de “diferença cultural”, um conceito interessante, mas difícil de ser compreendido ou percebido. E é exatamente nas diferenças culturais que está a riqueza de morar no exterior e a oportunidade de aumentar os próprios limites.

O maior erro que um expatriado pode cometer é começar a achar que no seu país de origem tudo é uma maravilha e que em seu novo lar tudo é uma droga! Em todo lugar do mundo há coisas ruins que exigem um nível maior de tolerância, paciência e aceitação e coisas boas que nos dão prazer e nos fazem sorrir. O mais importante de tudo, no entanto, é não se esquecer nunca, jamais em hipótese alguma de que você está aqui por que deseja estar e que hóspede educado não sai botando os pés em cima da mesa do dono da casa e nem fala mal da comida que serviram no jantar.

Ser feliz ou infeliz é uma questão de escolha, morando no Brasil ou em qualquer outro lugar do mundo.

Christiane Dumont

Christiane Dumont

Christiane é certificada pela Sociedade Brasileira de Coach em Life&Personal Coach e atende pessoalmente e por Skype. Pós-graduada em propaganda e marketing, vive há quase cinco anos em Shenzhen, na zona do Cantão na China. Casada, mãe de 3 filhos, trabalha fornecendo suporte a brasileiros que desejam fazer negócios, estudar ou conhecer este país, além de escrever para mídias sociais sobre suas experiências como expatriada.

christianedumont@hotmail.com

 

Enviado por christianedumont, 06/03/16 6:27:00 AM

Convivendo com a comunidade brasileira

O ser humano é um animal gregário por natureza. Estamos sempre buscando um grupo do qual fazer parte. Essa sensação de pertencimento nos dá a segurança necessária para ir tocando a vida, na certeza de que o grupo estará lá por nós.

Portanto, não é de se estranhar que, quando a gente decide ir morar em outro país, uma das primeiras providências que tomamos é buscar pela comunidade brasileira. Só ela será capaz de nos dizer onde comprar os ingredientes para fazer uma feijoada, como assistir às novelas da Globo, escutar ou dançar música brasileira e todas aquelas outras dependências emocionais das quais não conseguimos nos desapegar ao sair do Brasil.

Em todos os grupos, há sempre aquela pessoa super descontraída, que se destaca pela capacidade de integrar os novatos aos veteranos. No meu caso, quando cheguei à China em 2011, não foi diferente. Em pouquíssimo tempo, eu já estava devidamente integrada numa festinha dos brazucas, comemorando o aniversário da Maria, que é casada com o João, que é amigo do Pedro, que conhece o Antônio que é trader e troca dinheiro se você precisar…. e lá estava eu, comendo sopa de palitinho, me sentindo feliz e tão à vontade quanto se estivesse num botequim à beira da praia.

Só que pouco tempo depois, esse “calor-humano- que-só-o- povo-brasileiro-sabe-ter” esquenta demais e sua vida vira um grande Big Brother Brasil.

Você, que num primeiro momento atraiu a curiosidade dos outros BBBs que já tinham mais tempo de casa, começa a se sentir invadida em sua privacidade, convivendo com pessoas que você não conhece direito. A mesma comunidade que o recebeu de braços abertos, passa a exerger pressão para que você se integre aos seus próprios códigos culturais e, quando isso não acontece, paredão!

Saiu para fazer uma comprinha de manhã cedo, com a marca do travesseiro na cara e olho manchado de rimel da noite anterior? Esqueça, você vai encontrar alguém conhecido e terá que parar para bater um papinho. Afinal de contas, você não quer passar por antipático e ir de novo para o paredão, né?

Dentro da comunidade, assim como no BBB, começam a se formar grupos de pessoas que se juntam por afinidade e, assim como no BBB, um grupo passa a criticar o outro. Com medo do seu nome cair na boca do povo, você resolve não participar dos eventos sociais ou festas promovidas pela casa. Ferrou, lá está você de novo no paredão por ser antisocial e estar se recusando a se integrar ao grupo. Resolveu ser a simpática, que vai a todo e qualquer evento distribuindo sorrisos amistosos? Ferrou mais uma vez: vai para o paredão por querer aparecer demais.

Por outro lado, basta você estar no paredão, à beira da depressão, chorando de saudades da família e prestes a desistir de tudo e voltar para o Brasil, que lá vem a comunidade unida o reintegrar ao grupo, com sorrisos e lágrimas sinceras de quem sabe o que é passar por este tipo de situação.

E aí? Somos todos uns falsos e fofoqueiros que causam nojo à audiência mais qualificada da TV? Não, amigos! Somos todos seres humanos, tentando fazer parte de um grupo, rejeitando e criticando o diferente e nos aproximando do conhecido.

E qual o segredo da boa convivência na casa?

No meu ponto de vista, depois de muita ralação emocional, só existe uma forma de sobrevivência: entender que somos muito diferentes uns dos outros e que não existe ninguém cem por certo, nem cem por cento errado. Mais do que isso. Conviver com o diferente é uma excelente oportunidade de acrescentar novos valores à nossa antiga lista, construída em cima da nossa zona de conforto enquanto vivíamos no Brasil. Portanto, abra o seu coração e seu espirito e entre que a casa é sua!

Obrigada comunidade brasileira de Shenzhen!!!

 Universiade 2011 em Shenzhen - foto fornecida pela Leila que agora mora no Qatar.


Universiade 2011 em Shenzhen – foto fornecida pela Leila que agora mora no Qatar.

Shenzhen, 2011, jogos da Universiade. Solange, obrigada por nos receber em Shenzhen. Leila, obrigada pela foto!

 

Christiane é certificada pela Sociedade Brasileira de Coach em Life&Personal Coach e atende pessoalmente e por Skype. Pós-graduada em propaganda e marketing, vive há quase cinco anos em Shenzhen, na zona do Cantão na China. Casada, mãe de 3 filhos, trabalha fornecendo suporte a brasileiros que desejam fazer negócios, estudar ou conhecer este país, além de escrever para mídias sociais sobre suas experiências como expatriada.

christianedumont@hotmail.com

 

 

 

 

 

 

Enviado por christianedumont, 25/02/16 7:07:28 AM

你好,

Ni hao,

Em primeiro lugar, desculpem pela longa ausência. O ano do macaco começou para o “Família Brasileira na China” cheio de gracinhas e fui obrigada a ir ao Brasil resolver uns problemas de saúde dos meus pais. As pessoas ficam casadas por tanto tempo, que as personalidades começam a se fundir a ponto de virarem quase um só ser. Imaginem que meu pai precisou ser operado do coração de urgência e minha mãe, neste meio tempo, caiu e fraturou o pulso e uma vértebra precisando, da mesma forma, de duas cirurgias. E eu pulando do Brasil para China, de um hospital para o outro, que nem macaco gordo: quebrando todos os galhos!

Para quem, como eu, gosta de ver aprendizado em tudo, nesta confusão toda tive o privilégio de conviver com o cirurgião do meu pai, Dr. George Soncini. Normalmente, quando o médico é muito bom, tipo daqueles que “opera no Eistein” como é o caso do Dr. Soncini, ele aparece um dia antes da cirurgia, uma hora depois e você nunca mais o vê. Dr. George, que também opera no hospital Sugisawa de Curitiba, é acima de tudo um ser humano iluminado, com total consciência do seu papel neste mundo e com a humildade e solidariedade que só os grandes homens conseguem ter. Ele esteve presente antes, durante e depois da cirurgia nos dando todo apoio emocional pessoalmente e por WhatsApp. Quando se mora na China, poder falar com o médico do seu pai por telefone a qualquer hora, é simplesmente uma benção. Fica aqui meu testemunho e agradecimento público por tudo que ele fez e ainda vem fazendo por meu pai. Obrigada, Dr. Soncini.

Além de pular da China para o Brasil e do Brasil para a China (que nem na novela Caminho das Indias, em que os personagens dormem num país e acordam no outro como se fossem comprar pão ali na esquina), eu tive que fazer mais uma acrobacia: levar minha filha Mariana para Austrália, onde ela vai começar a estudar na Griffith University. Dois dias depois de chegar das 36 horas de viagem que separam Curitiba de Shenzhen, lá estava eu novamente dentro de um avião com as pernas encolhidas e o pescoço pendurado.

A gente aí no Brasil não precisa passar por esta ruptura emocional. Os filhos tiram uma nota legal no ENEN, vão para universidade e continuam a morar e a bagunçar nossas casas, todos os dias. Mas, para quem vai viver fora e tem condições de oferecer um mundo (literalmente) de opções para a prole, a separação é inevitável.

Segurar um coala no colo não tem preço. Com a filha do lado então, impagável!

 

Caraca, mas onde entra a China nisso tudo?

A China entra na Austrália! Meu Deus! Os chineses estão povoando o mundo! Daqui a 50 anos, a população mundial vai ter olhinho puxado e cabelo liso. Na cidade de Gold Coast e Brisbane, por onde passamos, os chineses são praticamente maioria. Em todo lugar há um restaurante chinês oferecendo macarrão, arroz com porco, arroz com cogumelo, arroz com peixe, arroz com…. Cadê a famosa carne australiana, gente?

No banco, onde fui abrir a conta da Mari, as 3 atendentes eram asiáticas e 2 dos 4 clientes aguardando na fila também. Na estação do trem, 14 chineses para 2 nacionalidades não identificadas. Tirei umas fotos especialmente para mostrar para vocês. Juro por Deus que eu falei mandarim todos os dias, ou com o garçom do restaurante, ou com algum passageiro no ônibus ou com turistas nos parques como nós.

 

Plataforma do tram em Gold Coast, Australia, repleta de asiáticos

 

Resolvi marcar apenas os ocidentais na foto. O restante são asiáticos.

 

Agora, olhem que engraçado. Eu, Mariana e Dudu iámos lavar os pés no chuveiro na saída da praia, quando um casal de chineses com um filhinho de um ano se aproximou para lavar os pesinhos do bebê. Nós gentilmente nos afastamos e demos lugar para a família oriental. A mãe ficou horas lavando os pés do chinesinho e eu e as crianças, cansadas de esperar, começamos a nos olhar com cara de “quem mandou ser educado e dar lugar para eles”. Mas foi Deus quem segurou nossas enormes línguas antes que começassemos a reclamar alto em português. O casal chinês era na verdade brasileiro, de Curitiba, de mudança para Brisbrane.

O que me faz acrescentar que, da mesma forma que não passei um dia sem falar mandarim, também não passei um dia sem encontrar com brasileiros. Pelo visto, essa crise no Brasil também está nos levando a povoar o mundo. Na verdade, daqui a 50 anos, a população mundial estará mesmo é comendo feijão com arroz de palitinho!

 

再见

Zai Jian

 

Christiane é publicitária e vive há quase cinco anos em Shenzhen, na zona do Cantão na China. Casada, mãe de 3 filhos, ela trabalha fornecendo suporte a brasileiros que desejam fazer negócios, estudar ou conhecer este país。Christiane também escreve para sites e mídias sociais e atua como Life&Personal Coach pessoalmente ou por Skype.

christianedumont@hotmail.com

Enviado por christianedumont, 30/12/15 5:45:33 AM

你们好,

Ni men hao,

Todo mundo que vai visitar um novo país trata logo de aprender algumas palavrinhas básicas na língua local. “Obrigado” é certamente a primeira delas. Como não dizer obrigado ao motorista de taxi que se esforçou para entender onde fica seu hotel? Ou ao porteiro que carrega suas malas? Ou à garçonete que anotou aquele pedido confuso, típico de quem não está entendendo nada do que está escrito no cardápio? A gente queria, na realidade, dizer muito mais. A sua cidade é linda, a sua comida é deliciosa, como estamos felizes de estar aqui. Mas só nos resta um simples, porém honesto, obrigado.

Aqui na China, até o mais desinteressado expatriado que conheço sabe dizer Xie Xie que, em mandarim, significa obrigado. Ou melhor, obrigado, obrigado. A repetição de palavras em mandarim funciona como uma forma de gentileza. Por isso, quando abrimos uma porta para um chinês, eles nos dizem agradecidos “thank you, thank you”.

Os caracteres para escrever Xie Xie não são nem tão fáceis, nem tão bonitos. Mas os chineses sabem melhor do que ninguém como transformar escrita em obra de arte.

Obrigado escrito em mandarim.

Obrigado escrito em mandarim.

O que os chineses não fazem muito bem é dizer obrigado uns para os outros, principalmente quando se trata de classes sociais distintas. A Aijiao, minha empregada-amiga que come comigo à mesa todos os dias, tem uma outra patroa na parte da tarde. Essa patroa não diz nem “olá” quando ela chega para trabalhar. Requícios da Revolução Cultural, penso eu.

Também no Brasil, venho reparando que as pessoas estão se esquecendo de agradecer. Talvez seja apenas um novo comportamento de quem já nasceu tendo um Google à disposição para responder qualquer pergunta, sem que se precise agradecer a ninguém pela resposta. Vejo isso muito claramente no Dudu, meu filho de 13 anos. Se eu demoro mais do que cinco segundos para responder alguma de suas perguntas, ele fica logo impaciente, como se a minha tecla “Enter” não estivesse funcionado.

– Eduardo, estou dando Control-Alt-Del. Volta mais tarde!

Enfim, este é o último post de 2015 e, em vez de fazer uma retrospectiva dos melhores momentos do ano, resolvi agradecer ao pessoal da Gazeta que hospeda o “Família Brasileira na China” desde 2011 e aos que me lêem aqui há tanto tempo. Apesar de não conhecer pessoalmente a grande maioria de vocês, obrigada pelo carinho e por darem “Enter” nos meus posts durante todos esses anos!

 

Feliz 2016 para todos!

 

Escrito por mim especialmente para vocês!

Escrito por mim especialmente para vocês!

christianedumont@hotmail.com

 

Enviado por christianedumont, 18/12/15 11:43:59 AM

Ni hao,

Hoje tive uma conversa multicultural com minha empregada, a Aijiao. Como já mencionei anteriormente, Aijiao é muito mais do que minha empregada. Ela é minha amiga e por isso almoçamos juntas todos os dias, quando aproveito para praticar o mandarim. A conversa começou por conta de um resfriado pelo qual estou passando.

_Aijiao, você pode me fazer um chá verde?

_ Você não pode tomar chá verde enquanto estiver tomando remédio para gripe.

_ Por que não?

_ Por que não, oras!

_ De gengibre pode?

_ Pode de limão com um pouquinho de gengibre.

_ Ok. Ok. Por falar nisso, hoje no almoço acho que hoje vou abrir uma exceção na minha dieta vegetariana e comer um ovo para me curar logo desta gripe.

_ Quem está gripado não pode comer ovo.

_ Por que não?

_ Por que não, oras!

_ Um filé de frango pode?

_ Pooooode!

Enquanto esperava o chá de limão com gengibre e o filé de frango ficarem prontos, passei pela cozinha e roubei um pedacinho de pão. Aijiao gritou:

_ Tinha formiga no pão!

_ Não tem problema, Aijiao! Era só uma e eu já tirei.

_ Mas você disse que no Brasil não se come barata.

_ Barata é barata, formiga é formiga.

_ Como assim?

_ Formiga é limpa, barata é suja.

_ As baratas que a gente come na China são limpas.

_ Você já comeu barata!? Aff, esquece, me passa um pedacinho de bolo.

_ O bolo está preto!

_ E daí? Esta queimadinho por fora, mas por dentro está gostoso.

_ Mas você não pode comer o preto!

_ Aijiao, vocês chineses comem até rato!

_ Mas rato não é preto!!!

Gente, rato é preto?

Um Feliz Natal para todos vocês e na ceia evitem comer… deixa para lá!

 

Aijiao e sua sabedoria chinesa

Aijiao e sua sabedoria chinesa

Enviado por christianedumont, 24/11/15 5:34:56 AM

你好,

Ni hao,

Hoje, quero apresentar para vocês uma típica balada chinesa. Se vocês acham que estou falando de um karaokê ou algum show de Tai chi chuan (que, curiosamente em mandarim se pronuncia Tàijí quán), estão redondamente enganados. Estou falando de uma nova boate que abriu aqui perto de casa chamada Boom Boom Room. Pelo nome, já dá para perceber que não tem muito a ver com aquela China meio zen do nosso imaginário.

Quando a nova balada foi lançanda, a imprensa a desceveu como “um clube de 1.200 metros quadrados, cujo pé direito mede 12 metros, decorado com lustres gigantescos e poltronas de veludo ao estilo chinês. O clube serve cerveja importada e oferece jazz ao vivo. Boom Boom Room é uma combinação misteriosa de entreterimento, negócios, cultura e música”.

A tirar pelo anúncio, a balada é realmente muito enigmática! A logomarca, no entanto, poderia ser do antigo Noites Cariocas no morro do Pão de Açúcar, no Rio de Janeiro.

 

Logo Boom Boom Room Shenzhen China

Logo Boom Boom Room Shenzhen China

 

 Poster promocional Boom Boom Room Shenzhen


Poster promocional Boom Boom Room Shenzhen

“O Boom Boom Room clube preenche a fantasia de todas as mulheres e o sonhos de todos os homens”. Detalhe, “fulfills” está escrito errado, como sempre acontece quando os chineses se aventuram no inglês.

O Boom Boom Room, que é realmente uma balada fantástica, é frequentado praticamente só por chineses e apenas alguns pouco ocidentais já mais aculturados como nós. Ah, já ia me esquecendo,e por algumas prostitutas russas, de quase dois metros de altura, que povoam quase todas as baladas da China.

 Terno, gravata, calca justa boca fina, sapato esporte e, logico, celular


Terno, gravata, calca justa boca fina, sapato esporte e, logico, celular

 

 Cabelos bem cortados, mini saias super curtas e, logico, celular.


Cabelos bem cortados, mini saias super curtas e, logico, celular.

 

 

Grande parte dos chineses parece querer exibir sua saúde financeira através da profusão de garrafas de champagne, em cima das mesas dos super aconchegantes lounges que substitutem as mesas-com-cadeiras das baladas tradicionais. Volta e meia rola um “ganbei” que significa copo vazio ou, em brasileiro, vira, vira, vira.

 Mesa com muitas frutas e pelo menos um que não aguentou o tranco da bebida


Mesa com muitas frutas e pelo menos um que não aguentou o tranco da bebida

 

A quantidade de bebida que, aliás se consome quente, não incomoda ninguém. A cerveja vem acompanhada de um copo com gelo e sai espuminha quando a gente abre a tampa. Eca! Já o cigarro e o charuto, consumidos livremente por quase todo mundo, gera uma cortina de fumaça mal cheirosa que é lembrada até a noite do dia seguinte por nossas roupas e cabelos. A China, que é muito parecida com o Brasil também tem essa coisa da “lei que pega e lei que não pega”. Apesar de ser proíbido fumar em bares e restaurantes, infelizmente essa lei ainda não pegou.

 Vai um charuto aí


Vai um charuto aí

 

Alguns detalhes fazem do Boom Boom Room uma balada tipicamente chinesa.

. Casais de namorado e azaração até existem, mas absolutamente ninguém está beijando ninguém na boca. Neste quesito, o Boom Boom Room parece mais um convento se comparado com as baladas brasileiras.

. Os garçons se comportam como clientes dançando, fumando e conversando com a galera. De vez em quando, eles desfilam carregando baldes de gelo iluminados piscantes por entre as mesas, na tentativa de vender mais um Moet Chandon.

. Frutas são o snack mais consumido para acompanhar as bebidas alcóolicas.

. A todo momento rolam pequenos shows de mais ou menos quinze minutos no palco central que sobe e desce. Os shows são sempre protagonizados por chineses, mas os dançarinos são em sua maioria ocidentais. No palco, rola de tudo! Certa vez, umas americanas bem nutridas, com shortinhos enfiados no bum bum, dançaram uma espécie de strip dance que, como disse um amigo nosso, “não deve ter sido aprovada pelo Xi Jinping”.

. No meio da noite, rola sorteio de celular e aqueles que escaneiam o QR Code têm suas fotos exibidas no telão e podem ganhar um prêmio.

. O Boom Boom Room é a única balada na China onde vi homessexuais se assumindo sem constrangimento. Lembrando que aqui está longe de ser o Brasil no que diz respeito a aceitar o diferente, principalmente negros e homessexuais.

. A balada é gratuita, ou seja, a gente só paga o que consome. Se quiser ficar a noite toda a seco, assintindo ao shows, não tem problema.

 

Semana passada foi aniversário do Luiz, meu marido para quem está não está familiarizado com este blog, e fomos comemorar lá. Esse tipo de lugar com música eletrônica não é muito minha praia, mas o maridão, a cada ano que passa, se sente mais jovem, então só resta me fantasiar de adolescente e acompanhá-lo.

Feliz Aniversário!

Feliz Aniversário!

Postei um video no Youtube com os melhores momentos da noitada para vocês sentirem o clima do local. E quem quiser, é só escanear o QR Code e acompanhar as últimas novidades do Boom Boom Room no Wechat. Vai que você balança o celular e ganha algum charuto?

 

 

 QR Code Boom Boom Room Shenzhen China Wechat


QR Code Boom Boom Room Shenzhen China Wechat

 

 

 

 

 

 

再见

Zai jian!

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christianedumont@hotmail.com

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