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Militantes proíbem vacinação antipólio em região do Paquistão

A organização citou o caso do médico paquistanês Shakil Afridi, que, segundo fontes, ajudou a CIA a localizar Osama bin Laden por meio de uma ação de vacinação na cidade em que residia

16/06/2012 | 15:55 |
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Um grupo militante paquistanês ameaçou atacar qualquer pessoa que participe da vacinação contra a pólio na região do Waziristão do Norte, em que está baseado, alegando que a campanha de saúde visa encobrir espionagem dos Estados Unidos.

O grupo liderado por Hafiz Gul Bahadur anunciou a proibição de campanhas de vacinação enquanto os drones (aviões não tripulados) dos Estados Unidos continuarem a desfechar ataques no Paquistão.

A organização citou o caso do médico paquistanês Shakil Afridi, que, segundo fontes, ajudou a CIA a localizar Osama bin Laden por meio de uma ação de vacinação na cidade em que residia.

"Enquanto os ataques de drones não forem interrompidos no Waziristão, haverá uma proibição na administração de doses contra a pólio", disse o grupo, que se acredita tenha um pacto informal de não agressão com os militares paquistaneses.

"Ninguém terá o direito de reclamar sobre danos em caso de qualquer violação... Campanhas de pólio são também usadas em espionagem para a América contra os mujahideen (combatentes sagrados), e um exemplo é o dr. Shakil Afridi", disse o grupo em um comunicado.

Afridi conduziu uma campanha de vacinação para tentar recolher amostras de DNA dos filhos de Bin Laden, de acordo com um ex-oficial da segurança no Paquistão a par do caso.

Ele e outros agentes de saúde foram à casa de Bin Laden na cidade de Abbottabad e disseram às mulheres dele que havia uma campanha de vacinação na área, segundo o ex-oficial de segurança.

O então líder da Al Qaeda foi morto num ataque de forças especiais dos EUA em Abbottabad no ano passado.

O Paquistão é um dos poucos países que ainda têm o vírus da poliomielite, incluindo uma cepa não encontrada em nenhuma outra parte da Ásia, mas alguns clérigos condenam a vacinação, o que deixa milhares de pessoas sem ministrarem as doses aos filhos.

O caso Afridi aumentou entre muitos paquistaneses a desconfiança de que os Estados Unidos usam programas de saúde para espionar o país, onde o sentimento anti-americano é forte.

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