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Questão racial

Alunas de Pedagogia da UFPR denunciam professora por racismo

Ofensa teria ocorrido durante intervalo da aula no dia 11 de abril. Boletim de Ocorrência foi registrado nesta quinta-feira

 
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Duas alunas do curso de Pedagogia da Universidade Federal do Paraná (UFPR) denunciaram nesta quinta-feira (3) uma das professoras do curso por racismo. Um Boletim de Ocorrência (BO) por injúria foi registrado nesta tarde no 1º Distrito Policial (DP), no centro de Curitiba. A ofensa teria acontecido no dia 11 de abril no intervalo de uma aula. A professora teria dito “duas macaquinhas comendo banana” enquanto as alunas lanchavam. Uma sindicância foi aberta no Setor de Educação da universidade e a professora teria pedido desculpas.

O nome da professora não foi divulgado e a identidade das alunas foi preservada. Uma delas contou que ambas estavam dentro da sala de aula, no 7º andar do prédio Dom Pedro I, na área da Reitoria da UFPR, quando a ofensa aconteceu. No dia 20 do mês passado, aconteceu uma reunião entre as alunas, a professora e representantes do Setor de Educação e do Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros (Neab) da universidade. Na oportunidade, a professora teria pedido desculpas e explicado que a frase não foi dita por maldade. As alunas teriam aceitado a retratação, segundo informações da assessoria de imprensa da UFPR, confirmadas por uma das alunas ouvida pela reportagem da Gazeta do Povo.

Porém, uma das alunas disse nesta quinta que “outros fatos” aconteceram e elas decidiram registrar o BO. As estudantes e o advogado delas, André Nunes disseram que devem dar mais esclarecimentos nesta sexta-feira (4). O advogado não quis comentar o caso nesta quinta.

A assessoria de imprensa da UFPR informou que a sindicância aberta pelo Setor de Educação pretendia investigar cartazes apócrifos distribuídos após o episódio no curso de Pedagogia contra a professora que teria ofendido as alunas. Segundo a informação da assessoria, o caso da ofensa racial estaria encerrado com o pedido de desculpas aceito pelas estudantes. Ninguém da universidade pôde comentar o caso na noite desta quinta-feira.

O delegado-adjunto do 1º DP, Vinicius Borges Martins, foi procurado, mas também não quis se manifestar sobre a denúncia de racismo por enquanto. No entanto, ele confirmou o registro do boletim de ocorrência.

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