PUBLICIDADE
  1. Home
  2. Agricultura
  3. Agroenergia
  4. Nova safra de cana faz etanol virar ‘âncora’ contra inflação
combustíveis

Nova safra de cana faz etanol virar ‘âncora’ contra inflação

Com entrada da safra, preços do etanol tendem a cair ainda mais nos próximos meses, limitando os efeitos inflacionários do aumento da gasolina

Arquivo/Gazeta do Povo Nas últimas semanas, preço do etanol caiu quase 3% | Arquivo/Gazeta do Povo

Nas últimas semanas, preço do etanol caiu quase 3%

São Paulo |

  • Estadão Conteúdo

O início da safra de cana tem derrubado os preços de etanol, o que pode limitar, em conjunto com a forte ociosidade, o impacto da alta recente do dólar e do petróleo sobre o custo dos combustíveis para o consumidor, avaliam os economistas consultados pelo Estadão/Broadcast. Desse modo, apesar da disparada da moeda americana e da tendência de aumento da commodity, os especialistas afirmam que as projeções para a inflação oficial deste ano devem continuar bem abaixo do centro da meta de 4,5%.

As cotações do petróleo, que vem subindo mais intensamente nas últimas semanas, e a escalada do dólar já pressionaram de forma contundente o atacado, como mostra o aumento dos combustíveis e lubrificantes para a produção (0,62% para 8,56%) no Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI) de abril. No varejo, a gasolina também já esboçou avanço, como visto, por exemplo, no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de abril - reverteu a queda de 0,19% em março e já subiu 0,26%. Já o etanol caiu 2,73%, depois de alta 0,59%.

Segundo os economistas, o etanol anidro pode mitigar o impacto do avanço da gasolina por dois caminhos. Primeiro, porque funciona como substituto em alguns veículos e também porque faz parte, com 27%, da composição da gasolina ofertada nos postos.

A tendência é de que os preços do etanol caiam ainda mais nos próximos meses, refletindo a colheita de cana-de-açúcar, o que tende a limitar os efeitos de elevação da gasolina no varejo sobre a inflação, avalia o economista Fábio Romão, da LCA Consultores. “Não anula, mas deve mitigar o impacto de alta do combustível”, diz.

Segundo o economista-sênior do Haitong, Flávio Serrano, a queda do etanol anidro deve se estender até junho, e depois deve ter um período de estabilidade até setembro, o que tende a mitigar o aumento dos preços da gasolina para o consumidor. Além disso, ressalta, apesar do aumento do custo da gasolina nas refinarias, as distribuidoras têm reduzido suas margens, porque não conseguem repassar o reajuste completamente para as bombas devido à demanda contida. Por enquanto, Serrano vai manter a elevação prevista para a gasolina neste ano, de 7,0% (ante 10,32% em 2017). Para o IPCA, a estimativa é de 3,70%.

Siga o Agronegócio Gazeta do Povo

8 RECOMENDAÇÕES PARA VOCÊ

VOLTAR AO TOPO

NOTÍCIAS POR CULTURA