A fazenda em Avaré chegou a ser monitorada pela Polícia Civil e documentos encontrados ali podem ter ajudado a capturar Abdelmassih no Paraguai. | Divulgação/MST
A fazenda em Avaré chegou a ser monitorada pela Polícia Civil e documentos encontrados ali podem ter ajudado a capturar Abdelmassih no Paraguai.| Foto: Divulgação/MST

O MST (Movimento dos Trabalhadores Sem Terra) anunciou neste sábado (25) a ocupação de uma fazenda do ex-médico Roger Abdelmassih em Avaré (SP), a 270 km da capital paulista.

Segundo o MST, cerca de 200 mulheres sem-terra participaram da ação, em protesto pelo Dia Internacional de Combate à Violência contra Mulheres.

Abdelmassih foi condenado a 181 de prisão por 48 estupros de 37 mulheres. Em setembro, o ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), permitiu que o ex-médico voltasse a cumprir prisão domiciliar.

“As mulheres sem-terra seguem em luta pelo direito à terra e por uma política de reforma agrária; contra o machismo e a violência contra as mulheres e LGBTs; e contra a cultura do estupro”, diz a nota do movimento.

A fazenda em Avaré chegou a ser monitorada pela Polícia Civil e documentos encontrados ali podem ter ajudado a capturar Abdelmassih no Paraguai, em 2014, para onde havia fugido.

O ex-médico era produtor de laranja na região e chegou a ter 17 fazendas no interior de São Paulo. José Luiz Cutrale, genro de Abdelmassih, é um dos maiores produtores de laranja do mundo.

A reportagem entrou em contato com a defesa de Abdelmassih para comentários a respeito da ação do MST, mas não obteve resposta até a publicação desta reportagem.

Nos últimos meses, a Justiça alterou diversas vezes o local de cumprimento da pena do ex-médico.

De acordo com a imprensa local, o grupo já teria deixado a propriedade.

*Atualização: 00h02

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