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Cordeiro ao fogo de chão ou porco no rolete? Festas do interior acontecem neste domingo

Enquanto Porco no Rolete celebra o sucesso da suinocultura, Cordeiro ao Fogo de Chão aponta potencial do Paraná para produzir carne ovina de qualidade superior

Divulgação Festa Nacional do Porco no Rolete acontece em Toledo | Divulgação

Festa Nacional do Porco no Rolete acontece em Toledo

  • Marcos Tosi

Uma festa, em Toledo, no Oeste do Paraná, existe há 43 anos e está consolidada como maior evento do país na promoção da carne suína. A outra, ainda pequena, no município de Uraí, é a primeira iniciativa para apresentar o potencial da produção de carne de cordeiro na região do Norte Pioneiro.

Separados por 500 km, os dois eventos acontecem no domingo (17) e apelam para o poder do “marketing do churrasco” para promover as cadeias produtivas e expandir os negócios.

Enquanto a 44ª Festa Nacional do Porco no Rolete deve assar 300 leitões para servir cerca de 30 mil pessoas, a 1ª Festa do Cordeiro ao Fogo de Chão vai assar 17 cordeiros (e mais 100 kg de costela bovina) para um público de 600 pessoas, boa parte produtores rurais convidados.

A intenção do criador Rodrigo Barros Leal, promotor da festa do Cordeiro no Fogo de Chão, não é apenas gastronômica: ele espera atrair os colegas para o negócio da criação de ovinos. Rodrigo é o primeiro associado de ovinocultura da Cooperativa Castrolanda no Norte Pioneiro. No Sítio Fernandes, onde ocorre a festa, ele tem um plantel de 800 matrizes, com capacidade instalada para chegar a 1500. “A adaptação à região está sendo muito boa, claro, tomando-se os devidos cuidados com a tosquia (por causa do calor). Com o valor atual do milho, de cerca de R$ 15 a saca, cada vez é mais interessante transformar o grão em carne”, diz Rodrigo.

Festas do interior promovem cadeias produtivas Ampliar

Carne de qualidade

O Paraná busca se diferenciar na criação de ovinos pela qualidade da carne. Enquanto os numerosos rebanhos do Rio Grande do Sul e do Uruguai têm genética voltada à produção de lã, as raças trabalhadas pela Castrolanda – Texel e a Ile de France – são específicas para produzir um animal com maior proporção de carne.

“Esses cordeiros alcançam 40 kg e ficam prontos para o abate com quatro ou cinco meses”, diz Tarcísio Bartmeyer, coordenador do setor de ovinocultura da Castrolanda. Segundo Tarcísio, a Cooperativa não quer expandir o negócio a qualquer custo, mas pretende conquistar o consumidor aos poucos, com carne de genética avançada e animais rastreados. “Existe toda uma preocupação com controle e orientação técnica. Não vamos sair comprando animais em qualquer região, sem saber, por exemplo, se foi aplicado vermífugo na véspera. No modelo de cooperativa, poderemos garantir que nada foi aplicado”.

Além de criar raças com maior recheio de carne, outra vantagem competitiva do Paraná é a boa disponibilidade de pastagem de inverno, como azevém e aveia, e a proximidade dos grandes centros, o que significa alimento mais fresco na mesa do consumidor.

Potencial de crescimento não falta, já que o Brasil produz hoje menos de 20% da carne ovina que consome. Atualmente, 100 ovinos são abatidos por semana para a Castrolanda em um frigorífico terceirizado em Castro. A intenção da cooperativa é chegar a 200 abates no ano que vem e, em 2019, inaugurar um novo frigorífico na unidade industrial de abate de suínos da Alegra, marca mantida em parceria pelas cooperativas Castrolanda, Frísia e Capal.

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