O encontro reuniu fuscas da década de 1940 à de 1990| Foto: Fotos: Priscila Forone/ Gazeta do Povo
Modelos personalizados também chamaram a atenção do público

A semana de aniversário de produção do Fusca no Brasil, comemorado no último dia 20, encerrou-se em grande estilo com o 4.º Encontro Nacional do Fusca, realizado domingo, em Curitiba. Cerca de mil exemplares do carro e seus derivados (Brasília, Va­­riant, Kombi, TL, Karmann-Ghia e SP2) desfilaram pelas áreas do estacionamento do Palácio Igua­çu e do Tribunal de Contas, vindos de diferentes regiões do Para­ná e também de outros estados co­­mo Rio Grande do Sul, Santa Ca­­tarina, São Paulo, Minas Gerais e Bahia.

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Segundo Rodrigo Beghetto, um dos organizadores do evento, perto de 8 mil pessoas prestigiaram o encontro. A aglomeração do público parecia saída de estádio de futebol em dia de clássico, comparou.

Para ele, a exposição foi uma gran­­de festa, onde os presentes pu­­deram apreciar modelos de todos os tipos e anos de fabricação e também conhecer um pouco mais da história do "besouro". "A casca do Fusca é a mes­­ma desde a década de 1940. Admi­­ra­dores o personalizam ao seu gosto, mas a essência continua inalterada", resume o organizador, justificando a idolatria ao ícone automotivo.

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O Fusca é um projeto de Ferdi­nand Porsche, engenheiro austríaco fundador da marca que leva o seu sobrenome. A primeira unidade surgiu em 1935, na Alemanha, a pedido de Adolf Hitler, que queria um carro prático, de fácil manutenção e longa duração. Inicialmente era chamado de Volkswagen, que em alemão significa "carro do povo". Chega ao Bra­­sil em 1950 num lote de 30 unidades para a família Matarazzo. Sua produção local só começa em 1959, na fábrica da VW na via Anchieta, em São Paulo.

Após 27 anos de fabricação no país, o Fusca sai de linha, mas retorna em 1993 por determinação do então presidente Itamar Franco. Essa sobrevida durou até 1996. A úl­­tima unidade do modelo no mundo foi feita no México, em 2003.