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Mãe e filha abrem doceria especializada em chocolate com azeite de oliva

A Flé, que significa flor em jamaicano, disponibiliza diariamente dez sabores de trufas

por Priscila Bueno, especial para a Gazeta do Povo Publicado em 18/08/2018 às 16h
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Já comeu chocolate com azeite de oliva? E colocando ainda frutas e café? Essa proposta surpreendente – e deliciosa, vale dizer – é da Flé Cacau & Oliva, que inaugurou há cerca de um mês no piso L4 do Pátio Batel, em Curitiba. A Flé (que significa flor em jamaicano) foi uma das ganhadoras do 1º Desafio Gastronômico de Startups, uma parceria do Pátio Batel com a escola de gastronomia Centro Europeu, e ganhou o espaço no shopping para iniciar seu negócio.

  • O recheio fica bem untuoso por causa do azeite de oliva
  • É possível acondicionar as trufas em caixinhas feitas 100% em papel
  • O fondue de frutas é uma experiência à parte
  • O galho representa tanto o cacaueiro quanto a oliveira
  • Tamira está à frente da loja, em Curitiba, e a mãe Érica cuida da fábrica, em São Paulo

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A idealizadora da Flé, Tamira Galucci, conta que a história da marca começou há alguns anos quando a mãe, Érica, queria produzir um chocolate diferente do que encontrava no mercado. “Acabamos unindo duas paixões: o chocolate e a nutrição, a alimentação saudável”, explica ela. A parte saudável do novo chocolate é a inclusão do azeite de oliva na receita. “O azeite de oliva já estava nos rondando porque temos tios que são produtores na região da Serra da Mantiqueira”, completa.

Aos poucos as duas foram agregando frutas e até café no chocolate, sempre tendo o azeite de oliva como um dos ingredientes. “Nós trocamos o creme de leite, uma gordura saturada, pelo azeite, uma gordura boa”, explica.

Além disso, a marca trocou o açúcar refinado pelo açúcar e néctar de coco, além do dulçor do próprio chocolate. Vale ressaltar que a Flé usa muitos elementos orgânicos como o azeite, café, todas as frutas e o açúcar de coco. O porcentual de chocolate e azeite variam conforme a trufa, por causa de variáveis como a gordura ou o líquido da própria fruta.

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A Flé trabalha com duas linhas, a negra e a colorida. A negra usa chocolate Callebaut 54% (com exceção da trufa 70%) e o chocolate branco, que fica colorido por causa das frutas e ervas (no caso, o matchá). A marca não usa aditivos e corantes. “Usamos as frutas desidratadas até para manter a carga nutricional, o aroma e a cor”, menciona.

São dez sabores disponíveis diariamente: cacau 54%, cacau 70%, café, cappuccino, framboesa, laranja, limão siciliano, maracujá, matchá e praliné. “A surpresa tem sido o maracujá e a framboesa. O matchá também tem surpreendido”, avalia Tamira.

A unidade da trufa custa R$ 5,90. O kit degustação, com cinco sabores à escolha, custa R$ 26. É possível levar caixinhas a partir de 4 unidades (R$ 26,50) até 20 (R$ 106). Há também barrinhas trufadas nos mesmos sabores (a partir de R$ 9,40). Apesar da inclusão do azeite de oliva, o sabor não denuncia a existência do ingrediente. O que se sente é uma trufa mais cremosa.

Experiências

Além das trufas, a marca oferece duas experiências gastronômicas. Uma delas é a trufa banhada na hora. São quadradinhos de ganache que podem ser banhados em chocolate derretido. A porção inteira, para duas pessoas, custa R$ 29. Quem prefere frutas tem à disposição a fondue de frutas com chocolate suave (54%, R$ 17) e intenso (70%, R$ 19).

Para beber, há um menu completo. Desde água da casa (servida gratuitamente) e à venda, passando pelo café espresso (orgânico), R$ 6 e no método Hario V60, R$ 7,50 e R$ 11,50. O chocolate quente (R$ 11 e R$ 16,50) é à base de ganache e leite vegetal de amêndoas. Também há infusões da marca Tribal e kombutcha (R$ 15,50). Há à venda o azeite da família (que não é o mesmo usado nas trufas por não ser orgânico), feito com as azeitonas Arbenquina, Koroneiki e Grappolo por R$ 45 e R$ 38,50 — se for para compor um kit.

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Fábrica

Administradora por formação, Tamira trabalhou em indústrias e depois partiu para ser consultora em sustentabilidade. Érica, que é chocolatier, também migrou para esse caminho. O resultado é que a loja foi toda baseada neste conceito, inclusive as embalagens – que são 100% papel, com pouquíssima cola e adesivo, priorizando a estamparia.

Todo o branding da marca foi feito por uma empresa russa, respeitando o conceito de algo simples, quase minimalista. Por isso, o galho desenhado na loja, que representa tanto o cacaueiro quanto a oliveira.

A produção é toda feita em São Paulo, local no qual mora Érica. Os bombons são enviados para Curitiba totalmente acondicionados por causa da delicadeza do produto.

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