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Palácio do Grão-Pará

Conflito entre herdeiros da monarquia termina na Justiça após príncipe ser barrado em palácio

Justiça manda devolver Palácio Grão-Pará em Petrópolis após príncipe ser impedido de entrar no imóvel
Justiça manda devolver Palácio Grão-Pará em Petrópolis após príncipe ser impedido de entrar no imóvel. (Foto: Renilda Severini/Creative Commons Wikipedia)

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Uma disputa entre herdeiros da família imperial brasileira foi parar na Justiça do Rio de Janeiro após o príncipe Dom Pedro Tiago de Orleans e Bragança afirmar que foi impedido de entrar no Palácio do Grão-Pará, em Petrópolis (RJ). O imóvel histórico é ligado aos descendentes de Dom Pedro II. A Justiça concedeu liminar determinando a devolução da posse do palácio ao príncipe e autorizou, se necessário, o uso de força policial para cumprir a decisão.

Segundo a ação judicial, Dom Pedro Tiago reside no local desde 1980 e exerce a posse direta do imóvel há mais de quatro décadas. Ele afirma que, após autorizar a realização de um evento cultural no palácio no início de junho, passou a enfrentar resistência da Companhia Imobiliária de Petrópolis (CIP), empresa responsável pela administração de parte do patrimônio herdado pelos descendentes da família imperial. A CIP tem três Orleáns e Bragança — o pai e os tios de Pedro Tiago — no quadro societário.

De acordo com o relato apresentado à Justiça, o príncipe saiu para praticar exercícios físicos e, ao retornar, encontrou seguranças particulares impedindo sua entrada no imóvel. Ele também alegou que as fechaduras haviam sido trocadas e que chegou a ser conduzido à delegacia para prestar esclarecimentos antes de tentar voltar ao local.  

Ao analisar o caso, o juiz Adriano Loureiro Binato de Castro, da 2ª Vara Cível de Petrópolis, entendeu que houve indícios de esbulho possessório — quando alguém é privado da posse de um bem de forma irregular. O magistrado destacou que a própria companhia reconhece a ocupação histórica do imóvel por integrantes da família imperial e determinou a imediata restituição da posse ao príncipe. A decisão prevê multa diária de R$ 10 mil, limitada a R$ 100 mil, em caso de descumprimento.

Palácio tem importância histórica 

O Palácio do Grão-Pará foi construído entre 1859 e 1861, durante o Segundo Reinado, para servir de apoio à Corte Imperial em Petrópolis.

Tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), o imóvel integra o conjunto de edificações históricas associadas à família de Dom Pedro II e é considerado um dos marcos arquitetônicos da cidade serrana fluminense.

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