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Pena máxima para menor

Justiça condena a seis meses de internação jovem que levou estudante para estupro coletivo no Rio

Polícia investiga denúncia de estupro coletivo contra aluno em banheiro de escola em São Paulo
Rio de Janeiro (RJ), 03/03/2026 – A 12ª Delegacia Policial investiga casos de estupro coletivo de uma adolescente ocorrido em Copacabana. (Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)

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A Justiça do Rio de Janeiro determinou a internação pelo período máximo o adolescente que levou uma estudante para um estupro coletivo em um apartamento de Copacabana. Na decisão, foi levada em consideração “gravidade” e a “violência” da conduta, usando a confiança da vítima, com quem tinha intimidade, para planejar a emboscada à jovem de 17 anos.

O adolescente foi condenado ao período inicial de seis meses que pode chegar a, no máximo, três anos. A sentença da juíza Vanessa Cavalieri, da Vara da Infância e Juventude da capital, especifica “que a gravidade da infração e a falha da rede familiar em prover limites adequados justificam a medida extrema”, segundo trecho reproduzido pela Agência Brasil.

O nome do menor de idade não foi divulgado em repeito ao Estatuto da Criança e do Adolescente. Outros quatro suspeitos que são maiores de idade também são investigados pelo estupro e estão presos. Pela gravidade da conduta, a Gazeta do Povo optou por não divulgar seus nomes até a condenação judicial.

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A decisão leva especialmente em conta o depoimento da vítima, já que crimes de natureza sexual geralmente ocorrem de forma “clandestina” e “sem testemunhas”. A sentença destacou que o relato da jovem teria sido considerado “coerente, detalhado e corroborado por exames de corpo de delito”, que teriam comprovado o relato de agressões físicas, como socos e chutes dos envolvidos.

A decisão leva em conta ainda o chamado Protocolo para Julgamento sob Perspectiva de Gênero do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que é usado para auxiliar vítimas de violência sexual para provar a falta de consentimento. O judiciário adotou também uma medida para evitar o trauma da vítima de repetir sua história várias vezes em juízo, tendo sido realizado um único depoimento especial.

O caso

As investigações da Polícia Civil relatam que, em janeiro deste ano, a jovem de 17 anos recebeu o convite de um estudante da mesma escola que ela frequentava, com quem teria tido um relacionamento anterior, para irem juntos à casa de um amigo. Ele pediu que ela levasse uma amiga, mas a jovem disse que não achou nenhuma outra disposta a acompanhar.

Quando chegaram ao prédio, o jovem, de acordo com o relato da vítima divulgado pela polícia, teria dito que fariam “algo diferente”. A adolescente teria recusado, mas concordou em subir para a residência. Imagens de câmeras de segurança mostram ela na companhia do adolescente entrando no apartamento.

No interior do imóvel, a vítima foi a um quarto, onde iniciou atos sexuais com o jovem, com quem tinha relacionamento afetivo anterior. Sem o consentimento dela, os outros quatro rapazes maiorss de idade apareceram e tentaram forçar relações sexuais com ela.

A jovem se recusou, então eles teriam passado a se despir e usar de violência física e psicológica contra ela, segundo seu relato. Após o abuso, a jovem ligou para um irmão, dizendo que tinha sido vítima de um ato que ela acreditava que era um estupro.

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