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Op. Contenção Red Legacy

Mãe de Oruam é procurada pela polícia do RJ por ligação com o CV

Oruam
O rapper Oruam. (Foto: reprodução/Instagram @oruamvidalouca)

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A Polícia Civil do Rio de Janeiro procura por Márcia Gama Nepomuceno, mãe do rapper Oruam e esposa do traficante Marcinho VP, suspeita de atuar como intermediária do Comando Vermelho fora do sistema prisional, participando da troca de informações e de articulações ligadas à organização criminosa com o marido preso.

As buscas a ela ocorrem no âmbito da Operação Contenção Red Legacy, deflagrada nesta quarta-feira (11) pela Delegacia de Combate ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (DCOC-LD) e que mira a estrutura nacional do Comando Vermelho. Segundo os investigadores, a facção funciona com características de cartel e possui atuação interestadual altamente organizada.

“As investigações reuniram um conjunto robusto de provas que revelam o funcionamento interno da facção, demonstrando a existência de uma cadeia de comando organizada, divisão territorial e articulação entre integrantes em diferentes estados do país”, afirmou a autoridade.

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Até o momento, seis suspeitos foram presos durante a operação, entre eles o vereador Salvino Oliveira (PSD-RJ). As autoridades também apontam que familiares de líderes do grupo participariam da engrenagem da organização. Márcia Gama, por exemplo, teria papel ativo na comunicação entre membros da facção que estão presos e operadores que atuam fora das cadeias.

"Estou sendo vítima de uma briga política que não é minha", disse Salvino a jornalistas ao chegar na Cidade da Polícia, complexo policial que reúne diversas delegacias.

Mesmo preso há quase três décadas, Marcinho VP continua sendo apontado como liderança central da facção e que atuaria em uma espécie de conselho federal permanente do Comando Vermelho.

“O material investigativo aponta ainda para uma estrutura criminosa de grande complexidade, com conselho nacional, conselhos regionais e articulação entre organizações criminosas de diferentes estados, inclusive com indícios de cooperação entre o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital (PCC)”, pontuou a corporação.

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Outro investigado citado pela polícia é Landerson, sobrinho de Marcinho VP, apontado como peça importante na ligação entre lideranças do grupo e integrantes que atuam nas comunidades dominadas pelo Comando Vermelho. As investigações indicam ainda que ele faria a ponte com pessoas envolvidas em atividades econômicas usadas para gerar recursos para o grupo.

Já Oliveira, diz a investigação, teria negociado diretamente com o traficante Edgar Alves de Andrade, conhecido como “Doca”, uma autorização para fazer campanha na comunidade da Gardênia Azul.

Em troca, diz a investigação, o parlamentar teria articulado benefícios ao grupo criminoso apresentados publicamente como ações para moradores da região. Um dos casos investigados envolve a instalação recente de quiosques na comunidade, com parte dos beneficiários escolhida diretamente por integrantes da facção, sem licitação pública.

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Os investigadores também identificaram situações em que criminosos se passavam por policiais militares para obter vantagens ilegais, como vazamento de informações e simulação de operações.

A apuração também cita outros nomes considerados estratégicos dentro da organização, como o traficante “Doca”, apontado como liderança nas ruas, Luciano Martiniano da Silva, o “Pezão”, responsável pela gestão financeira, e Carlos da Costa Neves, o “Gardenal”, encarregado de executar determinações da cúpula.

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