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Douglas Ruas

PDT pede que STF derrube votação para presidente da Alerj

Eleição da Mesa Diretora colocou Douglas Ruas (PL) na linha sucessória do Palácio Guanabara, mas PDT contesta voto aberto.
Eleição da Mesa Diretora colocou Douglas Ruas (PL) na linha sucessória do Palácio Guanabara, mas PDT contesta voto aberto. (Foto: Alex Ramos/Alerj)

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O PDT pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a anulação da eleição da mesa diretora da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) que deu a Presidência e a sucessão do governo fluminense ao deputado estadual Douglas Ruas (PL). A ação foi protocolada nesta segunda-feira (20), três dias após a votação.

A legenda argumenta que o procedimento deveria ocorrer de forma secreta, o que não ocorreu. Com o voto aberto, o PDT acredita que pode haver "tentativas de cooptação, intimidação ou influência indevida".

O ex-governador Cláudio Castro (PL) renunciou para disputar o Senado em meio a um processo no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que culminou na cassação de sua chapa por abuso de poder político e econômico. A situação na Justiça Eleitoral afeta diretamente o julgamento no STF sobre como se dará a sucessão no Rio de Janeiro.

O segundo na linha sucessória seria o vice-governador. Thiago Pampolha, porém, havia deixado o cargo bem antes, em maio de 2025, para assumir uma vaga de conselheiro no Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ). Com isso, Cláudio Castro ficou sozinho na chefia do Executivo.

Pela regra, o próximo nome seria o do presidente da Alerj, cargo originalmente exercido pelo deputado estadual Rodrigo Bacellar (União). Em dezembro de 2025, porém, ele foi afastado do cargo e logo depois cassado e preso, suspeito de vazar informações da Operação Zargum ao Comando Vermelho.

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Sem vice-governador, com o presidente da Alerj cassado e, por fim, diante da renúncia do governador, a faixa passou para o presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), Ricardo Couto de Castro.

Agora, já com Douglas Ruas ocupando a chefia do Legislativo, falta o Supremo definir como será a sucessão, se por voto dos deputados estaduais ou por meio de uma nova eleição. O plenário tem 4 a 1 pela realização de eleições indiretas, mas o ministro Flávio Dino pediu vista e, com isso, tem até 90 dias para devolver o caso ao plenário.

A ação do PDT ainda não tem relator. A designação pode ocorrer por sorteio ou por meio da chamada prevenção, quando um ministro ganha automaticamente o caso por ter em sua mesa outro com o mesmo tema. Neste último caso, há dois ministros que podem receber a relatoria: Cristiano Zanin e Luiz Fux.

A judicialização vem de todos os lados. O PSD pede voto secreto para as eleições indiretas a governador. Já o PL pediu, antes da eleição de Ruas, que o próximo presidente da Alerj fosse automaticamente considerado o próximo governador do Rio de Janeiro.

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