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A Polícia Federal (PF) cumpriu mandados de prisão contra três empregados públicos por fraudes em seguros de cargas dos Correios. Os criminosos usavam dados de terceiros para comprar em plataformas digitais e enviavam as cargas para destinatários fictícios em empresas de fachada, simulando, em seguida, roubos ou furtos para lucrar com o valor da indenização.
De acordo com a nota da PF, a Operação Tabellari contou com o apoio do setor de segurança dos Correios e executou dez mandados de busca e apreensão. As imagens mostram a coleta de montantes de dinheiro em espécie escondidos em uma caixa de maquininha de cartão de crédito, além de um revólver compacto.
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A princípio, estão na mesa os crimes de associação criminosa, peculato, estelionato e receptação. Se somadas as penas máximas dos delitos investigados, as punições podem chegar a até 31 anos de reclusão, além da perda do emprego público para os envolvidos.
A descoberta da fraude ocorre em meio a um rombo nas estatais que tem nos Correios sua principal protagonista. A estatal registrou um prejuízo líquido de R$ 3,1 bilhões no primeiro trimestre de 2026, após fechar o ano de 2025 com um rombo histórico de R$ 8,5 bilhões. Por meio de uma auditoria, o Tribunal de Contas da União (TCU) avaliou que só há chances para a estatal caso o governo federal cubra as despesas excedentes, preservando a universalidade dos serviços postais.
Os marketplaces também estão em evidência no debate público por conta da 'taxa das blusinhas'. Após a edição de Medida Provisória que zerou a alíquota do Imposto de Importação para compras de até US$ 50, a cobrança volta a ser discutida no Governo, sob forte pressão de entidades como a Confederação Nacional da Indústria (CNI), que acionou o Supremo Tribunal Federal (STF)."




