
Cerca de 70 obras do pintor Josué Demarche, radicado em Curitiba e com obra largamente difundida no Canadá, Europa e Portugal, ocupam a partir de amanhã o Museu Oscar Niemeyer.
O acervo da exposição Demarche 30 Anos de Pintura foi produzido ao longo dos últimos três anos. Em toda a sua carreira, o artista criou mais de 2 mil telas. Suas pinturas procuram retratar o íntimo do homem e são feitas em óleo sobre tela.
"Pinto o emocional. Procuro retratar mais a alma e o espírito do ser humano. Poucos são os artistas que tem coragem de pintar esse tipo de arte, que muitas vezes causa impacto", disse Demarche, nascido em Brusque (SC) há 50 anos. Outros temas presentes são as figuras femininas, as representações de Jesus Cristo e as naturezas-mortas. "A arte tem que causar impacto, comoção. Pintar por pintar não tem graça", diz.
Como ferramentas para pintar uma tela de 18 metros quadrados peça integrante da exposição o artista utilizou espátulas, tintas puras e uma faca de cozinha. "Com a faca posso conseguir os efeitos de transparência, por exemplo", afirma.
Hoje, Demarche divide seu tempo entre Curitiba e o Canadá. Começou sua carreira em 1978, na Casa Alfredo Andersen, em Curitiba, com o professor Alberto Massuda (1925-2000).



