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Cauã Reymond em cena de “Reza a Lenda”. | Divulgação
Cauã Reymond em cena de “Reza a Lenda”.| Foto: Divulgação

Da aridez do sertão costumam vir histórias de violência e vingança, ressoando em filmes que vão de “Deus e o Diabo na Terra do Sol” (1964) a “Abril Despedaçado” (2001), entre muitos outros. É um solo fértil pelo menos para o cinema – e para as ideias de Homero Olivetto, diretor de “Reza a Lenda”.

Seu avô contava histórias sobre Lampião, uma figura histórica “pop e meio punk”, nas palavras do diretor. “E a minha família é de Sergipe, então sempre me senti exposto à mitologia do sertanejo. Só que também amo o universo pop, histórias em quadrinhos, Alan Moore...”, diz o cineasta e publicitário.

Em “Reza a Lenda”, a força com que os personagens se prendem à fé os leva a comportamentos extremos e absurdos. Olivetto, que se considera “espiritualizado”, fala que não se trata de uma crítica à religião.

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“O tema principal é a opressão, algo que me pareceu bem natural quando se fala em seca. Quando o homem está lutando contra ela, está lutando contra uma natureza opressora. A partir disso, foi uma questão de achar uma unidade temática. A religião entra aí como uma das figuras antagônicas. Mas o meu problema é muito mais com a forma como ela é utilizada. Usá-la para manipular é algo errado. Nesse aspecto, sim, há uma crítica”, diz.

Cauã Reymond concorda com o diretor e acrescenta que o tema o influenciou pessoalmente, levando-o a aproximar-se de sua própria espiritualidade.

“Acho que passei um período sendo meio ateu. Fiz muita análise e, para encontrar um sentido na vida, sentia falta de me aproximar da fé. Isso aconteceu graças aos ensaios do filme, quando comecei a entender esse personagem, um homem que assume uma liderança sem necessariamente ser violento”, afirma.

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