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Beatriz Noskoski adorou a experiência de filmar no meio da Floresta Amazônica | Fotos: Divulgação
Beatriz Noskoski adorou a experiência de filmar no meio da Floresta Amazônica| Foto: Fotos: Divulgação
  • Wiranu També, indiazinha de apenas cinco anos, vive a personagem-título

Beatriz Noskoski tem 10 anos. Quase 11. Quando seu aniversário chegar, no dia 28 de março, ela já vai ser, oficialmente, uma atriz de cinema. Natural de Cascavel, no oeste do Paraná, onde cursa a sexta série no Colégio Santa Maria, Bia, como todos a chamam, está no elenco principal de Tainá – A Origem, terceiro longa-metragem da franquia iniciada em 2001 com Tainá – Uma Aventura na Amazônia, sucesso de bilheteria que levou mais de 850 mil espectadores aos cinemas. O novo filme estreia em cerca de 200 salas brasileiras na próxima sexta-feira, dia 8 de fevereiro.

Em entrevista à reportagem da Gazeta do Povo, por telefone, Bia disse que conseguiu o papel após três testes, nos quais enfrentou dezenas de outras meninas, porque os produtores do filme, o preparador de elenco Cláudio Barros e a diretora do filme, a cineasta carioca Rosane Svartman (de Desenrola), identificaram nela várias das características que buscavam para a sua personagem, Laurinha.

"Eu sou meio metida que nem ela", disse Bia, toda sincera. Laurinha é uma menina inteligente, porém um tanto mimada, que vai da cidade grande para o coração da Amazônia, passar as férias com o avô, Téo (Nuno Leal Maia), um biólogo estabanado e idealista, apaixonado pela natureza. Ele deseja que a neta entenda melhor a sua causa: defender a floresta contra a devastação ambiental, da flora e da fauna, que está provocando preocupantes alterações climáticas.

Laurinha, no entanto, terá muito que aprender, já que é uma típica garota urbana, mais familiarizada com telefones celulares, notebooks e brinquedos eletrônicos, como bonecas que falam, do que com animais e plantas.

Paisagem

Como o filme foi rodado ao longo de três meses em regiões da Amazônia, nos estados do Pará e do Amapá, Bia teve a oportunidade de vivenciar, no dia a dia, uma paisagem muito diferente da de Cascavel. "Lá tem muitas árvores, eu convivi com os bichinhos todos. Aqui só tem prédios e casas."

O pai de Beatriz, Edson Noskoski, 28 anos, conta que a filha foi chamada para fazer o teste depois que passou a fazer parte do casting de uma agência paulista de talentos mirins e adolescentes, chamada Tribo de Atores, que fez um evento de recrutamento em Foz do Iguaçu quando Bia tinha 6 anos. "Ela já havia sido chamada para outros testes, mas como era sempre de um dia para outro, e quase todos em São Paulo, nunca dava para ir. Mas dessa vez deu certo. Ela é muito fotogênica e desinibida. acho que isso ajudou."

Uma das experiências mais enriquecedoras para Bia, conta ela, foi o convívio com Wiranu També, indiazinha de apenas cinco anos escolhida para viver a personagem-título. Segundo a diretora Rosane Svartman, também em entrevista à Gazeta do Povo, a produção buscava uma menina mais velha, mas quando viram o teste de Wiranu, que sequer falava o português, ficaram "encantados" com a sua naturalidade. Ela, apesar de muito nova, tinha o perfil ideal para enfrentar o desafio de encarnar uma garota destinada a se tornar guerreira de sua tribo, algo impensável para uma menina naquele universo.

"Wiranu tinha um brilho no olhar e uma desenvoltura incríveis. Era a Tainá", contou a cineasta.

Bia e Wiranu ficaram muito próximas. "Quando eu cheguei a Santarém, ela já falava um pouco de português. No começo, foi meio estranho, mas logo começamos a nos dar bem, a ficar amigas", disse a paranaense, para quem o momento mais difícil das filmagens, mais até do que estar mergulhada na selva, cercada por vida selvagem por todos os lados, foi subir em um balão, meio de locomoção preferido do personagem do avô cientista. "A gente nem chegou a voar de verdade, mas só de entrar no cesto, já me deu medo."

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