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 | Ivonaldo Alexandre / Gazeta do Povo
| Foto: Ivonaldo Alexandre / Gazeta do Povo

Ler muito, estudar bastante e ampliar sempre as redes de contato. É esse o caminho que o jornalista, colunista da Gazeta do Povo, advogado e presidente da Comissão de Inovação e Gestão da OAB-PR, Rhodrigo Deda, encontrou para alavancar a carreira. Mas isso não se restringe apenas às suas áreas de formação. Ele também investiu em tecnologia e criou uma aceleradora de startup, a Libria, que nasceu de um gosto antigo por tecnologia, quando ainda era estudante de Comunicação.

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Quer saber mais sobre o que vem por aí na sua profissão? Você vai poder conversar sobre as tendências e novos caminhos do mercado de trabalho pelos olhares de quem é destaque na área. Se você ficou interessado em saber mais sobre o assunto e quer ouvir outras dicas sobre como se atualizar para não ficar para trás na carreira, não perca a próxima edição do Papo U da Gazeta do Povo que será realizado no dia 26 de outubro, na Unicuritiba.

Serão quatro palestrantes experientes em tendências de mercado e profissões que vão ajudar os jovens a se ligarem no caminho certo: a coolhunter e diretora da Berlin, Andrea Greca; o advogado, jornalista e presidente da Comissão de Inovação e Gestão da OAB-PR, Rhodrigo Deda; o CEO da PipeFy, Alessio Alionso; e o CEO Latin America da Mirum, Guilherme Gomide.

Data: 26/10

Horário: 19h

Local: Unicuritiba – grande auditório

Vagas limitadas. Inscreva-se em www.gazetadopovo.com.br/papou

Acreditando que pessoas são colocadas em seu caminho para direcionar sua trajetória profissional, Deda soube aproveitar seu convívio com profissionais de diversos campos do conhecimento para crescer na carreira e transformar o ambiente em que vive – escreve artigos e faz mentorias, além de manter a atuação como advogado. No dia 26 de outubro, ele é um dos convidados do Papo U , que acontece na Unicuritiba às 19h, e vai discutir com se atualizar na profissão e as tendências do mercado.

Você preside uma comissão que cuida da transformação da advocacia por conta de novos recursos tecnológicos (como o processo eletrônico e outros softwares). Quais as ideias para ajudar os advogados a passarem por essas mudanças?

O mundo jurídico vai mudar bastante nos próximos cinco, dez anos. Os operadores do Direito vão se deparar cada vez mais com uma série de novas ferramentas que os auxiliarão em tarefas intelectuais, o que vai reduzir o tempo para confeccionar petições e analisar teses jurídicas. Do ponto de vista da gestão, novos recursos devem tornar mais ágil a administração dos escritórios, com forte foco na satisfação do cliente.

As normas existentes não dão conta dessa realidade complexa, hipermoderna e conectada em rede. Lidar com essas mudanças requer em primeiro lugar abraçar a tecnologia, estar conectado aos espaços em que conhecimentos inovadores são produzidos. Em segundo lugar, é preciso participar ativamente do processo de mudança, compartilhar ideias, desenvolver projetos conjuntos. Não adianta tentar barrar o processo.

Qual é a melhor forma de se atualizar, considerando que muito do que é necessário para tocar um escritório, por exemplo, é um conhecimento que está longe dos bancos universitários?

As habilidades necessárias para os operadores do direito mudaram. Eles precisam entender muito das disciplinas jurídicas, como direito processual, constitucional, teoria geral do direito. Mas precisam também desenvolver habilidades de liderança, empatia, comunicação.

Para isso, é preciso fazer cursos dentro e fora do país, cursos online. Informação não é problema. Ela é farta e não necessariamente cara. Dá para aprender muita coisa como autodidata. Mas é preciso desenvolver competências que não são do mundo acadêmico, aprender a se relacionar com as pessoas com generosidade, primeiro doando o tempo livre, ajudando-as. Isso fortalece os laços e auxilia na formação de redes de pessoas.

Quem sai de uma faculdade de Direito hoje tem que ficar atento a que tipo de transformação?

É um momento muito rico, de prospectar novos caminhos. Mas não basta ousadia para inovar. No início da carreira o foco tem de ser estudar muito, buscar se especializar não só em uma área, mas em várias, para poder fazer com que as ideias transitem de um campo a outro. Aliás, é dessa recombinação de conhecimentos que deriva a originalidade e a inovação.

Você é jornalista, mudou para área jurídica e hoje também atua com startup. Como foi essa migração de área?

Gosto de aprender coisas novas, me interesso em transformar o ambiente em que vivo. Nos últimos anos que estava na Gazeta do Povo nunca abandonei o Direito. Por conhecer meus pontos de melhora, fiz também cursos de coaching e liderança. Criei uma aceleradora de impacto com base na rede de relacionamentos e no propósito maior de transformar a sociedade em um ambiente sustentável.

Não tinha dinheiro para fazer isso, mas tinha, e ainda tenho, bons companheiros de jornada. Migrar de uma área para outra é sempre interessante, mas para muitas pessoas pode ser cansativo. Você precisa saber seus pontos fortes, lidar com suas vulnerabilidades, aceitá-las, e reconhecer onde precisa por a energia para fazer seu projeto de vida decolar.

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