É de se estranhar, mas itens novos são muito comuns hoje nos estabelecimentos que antes só tinham artigos de segunda mão. A novidade surgiu a partir de estratégias comerciais como aproveitamento de retorno de banca, sobras de estoque e venda em consignação com editoras.
Outro atrativo dos sebos de hoje são revistas de artesanato – quem faz crochê ou patchwork está sempre atrás de novidades, e as vendas e trocas fazem girar o caixa. Algumas lojas vendem ainda brinquedos, antiguidades e artigos de decoração, num misto de livraria com loja de presentes.
INFOGRÁFICO: Veja onde estão alguns dos principais sebos de Curitiba
Muita gente ainda acorre aos sebos atrás de discos, sempre devidamente testados. Os vinis podem chegar até a R$ 600, dependendo do apego emocional ou da raridade do exemplar.
Mas o que dizer da venda de vinil antigo a R$ 1? Na periferia do revival romântico que leva gente a pagar R$ 500 por um LP raro, formiguinhas artesãs levam bolachões menos interessantes para transformar em... relógio. Basta imprimir um adesivo interessante (com a foto de alguma banda, cartum ou piadinha) e acoplar o mecanismo com ponteiros na circunferência ready-made. Duchamp daria pulos.
Leitura
Para além dos números divulgados pelas editoras e das festas literárias que causam burburinho crescente em torno da vida dos escritores, é inegável que o hábito da leitura se expandiu no país (né?).
Não vendo best-seller. A única exceção foi ‘Toda Poesia’ [Leminski]. Já viu poesia best-seller?
Outro fato é que os sebos andam de vento em popa, com movimento constante. Se hoje o comprador “traça de sebo” é mais raro – aquele que procura um clássico ou a chamada “alta literatura” – cresceu a procura por romances eróticos e de aventura estrangeiros. Leia-se: “Cinquenta Tons de Cinza” e variantes, os best-sellers da série iniciada por “Guerra dos Tronos” e hits adolescentes do momento – como a série sobre dragões “Ciclo da Herança”, de Christopher Paolini.
Claro que existem os livros cult bons de venda, mas são raros. Foi o caso de “Toda Poesia”, de Paulo Leminski, único best-seller que já pôs os pés no sebo Joaquim, especializado em história e filosofia para universitários.
Gervásio Mertten, com 12 anos de experiência no ramo, comemora o fato de as escolas indicarem aos pais a compra em sebo dos livros requeridos nas aulas de literatura. “Isso mudou o movimento. A família vem procurar o livro do piá e acaba levando também um para a mãe, um para o pai e outro para a irmã”, explica o proprietário do Sebo Novo.
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