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Serendipe dará espaço a novos artistas

“Quando Nasci, Minha Mãe Estava Exausta”, de Pierre Lapalu | Reprodução
“Quando Nasci, Minha Mãe Estava Exausta”, de Pierre Lapalu (Foto: Reprodução)
Obra do artista plástico Diego Johnson: paulista é um dos artistas que expõem na Serendipe |

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Obra do artista plástico Diego Johnson: paulista é um dos artistas que expõem na Serendipe

Uma nova galeria de arte surge hoje em Curitiba, com uma proposta bem clara: dar chances a novos artistas e espaço a manifestações diversas, da pintura à escultura, da gravura ao desenho. A Serendipe abre às 19 horas e já traz em seus 45m² 32 obras de artistas como Rafael Campagnaro, Pierre Lupalu, Mário de Alencar e Constance Pinheiro, entre outros.

"A proposta é uma arte sem fronteiras. Percebemos a falta de espaço, em Curitiba, para novos artistas, para aqueles que ainda não entraram na carteira das grandes galerias", diz Nathália Saliba, uma das sócias da Serendipe. O novo empreendimento também é tocado por Gissele Chapanski.

Outro ponto é desmistificar o espaço de exposição de obras de arte. Fazer da galeria, enfim, um lugar mais acessível, frequentado. "Queremos acabar com essa aura de que é um lugar para pessoas escolhidas, que têm dinheiro", conta Natália.

O nome deriva do termo serendipidade – serendipity, em inglês –, que define as descobertas afortunadas, ou oportunidades surgidas por acaso. "Há acasos que nos trazem coisas muito boas", diz Nathália, citando o caso da maçã que caiu na cabeça de Isaac Newton como melhor exemplo.

Apesar de relativamente pe­­quena, a Serendipe tem quase quatro metros de pé direito, o que proporciona uma outra configuração para as exposições. E, já na apresentação das obras, a nova galeria promete ser não convencional. "Vamos tentar fazer algo mais anárquico", conta Nathália. As peças em exposição serão trocadas de 30 em 30 dias, o que dará um fluxo grande à galeria e uma oportunidade a novos artistas – a Serendipe tem uma curadora própria com experiência internacional: a espanhola Eladia Martin Sanchez.

Obras de artistas já reconhecidos também estarão expostas nas grandes paredes da Serendipe a partir de hoje. José Antônio de Li­­ma, Ricardo Humberto e Selma Nasser se juntam aos novos nomes, criando um misto entre gerações.

O novo empreendimento surge como sequência ao Instituto Serendipe, que detém uma coleção de 13 mil livros sobre linguística, literatura e outras áreas das ciências humanas em um apartamento na Rua Visconde do Rio Branco. A ideia, agora, é "povoar" o espaço e fazer com que ele vire um local de encontro para estes artistas. Ainda que por acaso.

Serviço:

Serendipe Galeria de Arte (Al. Prudente de Moraes, 1.069), (41) 3024-2336. Abertura para convidados hoje, às 19 horas.

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