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| Foto: Marcelo Elias/Gazeta do Povo/Arquivo

Curitiba tem 255 semáforos que entram em alerta durante a madrugada. Esse número representa cerca de um quinto dos 1,2 mil sinaleiros que a capital possui no total. Essa quantidade reforça a necessidade de os motoristas redobrarem os cuidados para evitar acidentes nesse período. Mas só reduzir a velocidade pode não ser o suficiente.

Pelas regras previstas no artigo 29 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), a preferência no caso dos semáforos em alerta é do motorista que está na via da direita. No entanto, a orientação da Superintendência de Trânsito de Curitiba (Setran) é para que os veículos que vêm por ambas as vias reduzam a velocidade e só sigam depois de observar se vem alguém na outra via. “O mais seguro para o motorista que está pela esquerda é reduzir e velocidade e parar definitivamente”, aponta a superintendente de Trânsito de Curitiba Rosangela Battistella.

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Ainda segundo a Setran, que é a pasta responsável pela escolha dos locais em que os equipamentos entram em alerta, embora não haja multa prevista para quem passar pelo semáforo piscando – parando ou não no cruzamento – a melhor opção é a prudência. Mesmo assim, o motorista de aplicativo Anderson Gallina, 32 anos, acha que o risco de acidentes só aumenta na madrugada justamente por causa desses sinais piscando. “Eu acho mais perigoso do que quando eles estão no jeito normal. Posso apostar que 50% dos motoristas obedecem e os outros 50% brincam de roleta russa em alta velocidade. O que é falta no nosso trânsito é conscientização dos motoristas. Só deixar os semáforos piscando não adianta nada”, aponta.

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Gallina já chegou a trabalhar de 8 a 12 horas por dia pelos aplicativos, incluindo a rotina da madrugada, e sugere o funcionamento normal dos semáforos para manter os cruzamentos seguros. “A justificativa de tomar medidas pela segurança pública deveria ser menos relevante do que encarar os riscos de acidentes graves. Em locais de risco de assaltos, os radares poderiam simplesmente não multar os motoristas em determinados horários”, opina.

Segundo a Setran, ao cruzar o sinal vermelho, mesmo de madrugada, o motorista está cometendo uma infração de passível de multa pelo código de trânsito. Conforme explicou o órgão, no passado houve uma tentativa de normatizar o funcionamento dos semáforos piscando em vermelho nas vias principais de tráfego, o que valeria para cidades de todo o Brasil. O objetivo era aproveitar o entendimento já intrínseco no motorista de que o vermelho significa pare para intensificar ainda mais esse tipo de sinalização semafórica nas vias. No entanto, a medida não foi aprovada pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran).

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O número de 255 semáforos em alerta em Curitiba é fixo. Além dos que ficam em cruzamentos, os semáforos instalados exclusivamente para travessia de pedestres também piscam. O período em que isso ocorre, por lei, vai da meia-noite às 6h. Em alguns casos, pela presença de linhas do transporte coletivo, os semáforos retornam a funcionar a partir das 5h. Em locais de travessia de pedestres, como regiões de instituições de ensino, eles geralmente entram em alerta também nos finais de semana.

É a Lei Municipal nº 12.343 que autoriza o desligamento dos principais semáforos da capital, somada ao que já é previsto no CTB. A opção é pelas vias com baixo fluxo de veículos de madrugada, também em locais onde os engenheiros e operadores de tráfego percebam um aumento no avanço do sinal vermelho, em áreas consideradas mais sensíveis pela segurança pública, locais em que alterações do tráfego exijam essa condição para a melhoria do fluxo e por solicitação dos cidadãos – que podem abrir um pedido pela Central 156.

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