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Após fim do Mercadorama, relembre 10 marcas curitibanas que acabaram

Recorde outras marcas paranaenses que não existem mais

  • Marcos Xavier Vicente
 | Marcos Xavier Vicente/Gazeta do  Povo
Marcos Xavier Vicente/Gazeta do Povo
 
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O anúncio da rede americana Walmart de que vai aposentar a marca Mercadorama trouxe uma sensação nostálgica a muitos curitibanos. Uma das bandeiras de supermercados mais conhecidas no Paraná, a rede foi fundada pela família Demeterco há 103 anos como um armazém de secos e molhados. Nos anos 60, o negócio se expandiu para supermercados e passou a se chamar Mercadorama. A marca se tornou forte no varejo da cidade, mas muitos ainda insistiram por décadas por chamar os mercados de Demeterco – como ainda se referem os mais antigos até hoje.

Leia também: Nova loja do Walmart Supermercado inaugura com wi-fi e autoatendimento na padaria

Em 1998, a rede foi adquirida pelo grupo português Sonae Distribuição e, em 2005, a multinacional americana Walmart assumiu a marca. As dez lojas Mercadorama que ainda existem agora vão exibir a marca Walmart.

Abaixo, recorde outras marcas paranaenses que não existem mais:

Prosdócimo

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Uma das principais indústrias do Paraná, a Prosdócimo chegou a dominar 25% de todo o mercado nacional de geladeiras e 60% do mercado de freezeres. A fábrica foi criada em 1949 com a razão social Refrigeração Paraná (Refripar), mas adotou o nome fantasia da família curitibana que também atuava no comércio. A Prosdócimo era uma das principais lojas de departamento de Curitiba, bem na Praça Tiradentes. A rede de lojas foi vendida ao grupo Arapuã nos anos 90. Já a fabricante de refrigeradores foi incorporada pela multinacional sueca Electrolux em 1996.

Fedato Sports

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IVONALDO ALEXANDRE/IVONALDO ALEXANDRE

Um dos maiores ídolos do Coritiba, o ex-zagueiro Aroldo Fedato abriu uma loja de materiais esportivos em 1965, seis anos após encerrar a carreira nos gramados. Até 2002, a Fedato Sports foi o principal comércio na área de esportes em Curitiba, vendendo não só camisas de futebol e chuteiras, mas também equipamentos para ginástica e uniformes escolares.

A rede tinha dez lojas no Paraná e Santa Catarina e matriz, na Rua Ébano Pereira, perto da Boca Maldita, também era tradicional ponto de encontro de torcedores, jogadores e ex-jogadores. Por anos, a loja tinha um acordo com a Federação Paranaense de Futebol para emissão de uma carteirinha que permitia que menores de 15 anos assistissem a jogos de futebol de graça nos estádios do Paraná. Na televisão e rádio, a loja ficou marcada pelo bordão “Fedatoooooooo!”.

Bamerindus

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DENIS FERREIRA NETO / TRIBUNA/DENIS FERREIRA NETO / TRIBUNA

Em 1951, o ex-escriturário Avelino Antônio Vieira assumiu o controle do Banco Meridional da Produção, que tinha apenas quatro agências, e mudou a razão social para Banco Mercantil e Industrial do Paraná (Bamerindus), que em 1971 se transformou no Banco Bamerindus do Brasil, uma das maiores instituições financeiras da América do Sul. Sob o comando do filho de Avelino, José Eduardo Andrade Vieira, o banco chegou a ter 1.363 agências em todo o país. Em 1997, depois de intervenção do governo federal, o banco foi vendido ao grupo britânico HSBC, que recentemente foi incorporado pelo Bradesco.

Farmácias Minerva/Drogamed

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PEDRO SERAPIO/PEDRO SERAPIO

Até hoje os curitibanos mais velhos têm o nome Minerva como referência em farmácia. Nome mais tradicional do ramo em Curitiba, a Minerva foi inaugurada em 1919. Em 1997, ela se uniu a outra marca tradicional: a Drogamed, rede inaugurada em 1979 e que foi umas das primeiras do país a apresentar o conceito de drugstore, em que além de medicamentos o consumidor pode adquirir produtos de conveniência, como salgadinhos, bolachas e refrigerantes. No ano 2000, a Drogamed/Minerva passou para o grupo chileno Ahumada, que em 2006 foi vendida à rede Nissei.

Lojas HM

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Foto Reprodução Leticia Akemi/Foto Reprodução Leticia Akemi / Gazeta do Povo

“Do Rio Grande ao Grande Rio” e “Pneu carecou, HM trocou”. Com esses dois slongans, a rede curitibana Hermes Macedo (HM) se consolidou como uma das maiores redes de departamento do Brasil. A loja surgiu como autopeças para caminhões em 1932, fundada pelo empresário Hermes Macedo quando tinha apenas 18 anos. Quatro anos depois, a loja passou a vender também bicicletas e eletrodomésticos. Em 1944, a rede abriu a primeira loja fora de Curitiba, em Ponta Grossa e na sequência foi para Londrina e Maringá. Nos anos 50, a rede se expandiu para os outros estados do Sul e depois São Paulo e Rio de Janeiro.

O forte da marca era o marketing agressivo. No início da televisão no Brasil, a rede investiu pesado em propagandas na grade de programas e telejornais, bem como em anúncios em jornais e rádios. A rede também ficou conhecida pelas decorações de Natal nas lojas.

Com 285 lojas na década de 80, a HM liderou o varejo brasileiro, deixando para trás marcas como Pernambucanas, Mesbla e Americanas. A crise econômica no começo dos anos 90 e disputas familiares levaram a HM a pedir concordata em 1995 e a pedir falência em 1997.

Salgadinhos Tip Top

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liudi hara/liudi hara

A Tip Top Alimentos surgiu em 1970 como fábrica de biscoitos de polvilho. Logo depois, além dos biscoitos de diversos sabores, a indústria voltou sua produção para salgadinhos, tornando-se a principal concorrente da multinacional Elma Chips no Brasil. Nos anos 80, a marca conquistou o mercado infanto-juvenil, com a adoção de um menino loiro como mascote da marca e anúncios em gibis de grande circulação nacional. Em 1993, a Tip Top teve falência decretada.

Lojas Disapel

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ARQUIVO/ARQUIVO

Fundada em 1964 pelo empresário curitibano Mário Turkiewicz, a sigla Disapel vem de Distribuidora de Aparelhos Eletrodomésticos. No ano seguinte à inauguração, a loja ganhou a sua cara, ou, melhor, sua voz, quando o locutor Elon Garcia passou a fazer os anúncios da rede no rádio e, depois, na televisão.

Garcia se tornou responsável pelo marketing e criou o slongan da loja, “Disapel, a mais simpática”, além de campanhas antológicas, como “Apenas um beija-flor de entrada”, em referência à nota de R$ 1 que tinha o passarinho na cédula. Quando teve falência decretada em 2000, a Rede Disapel tinha 81 lojas no Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. A rede foi adquirida por leilão pelo grupo Ponto Frio.

Banestado

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ANIELE NASCIMENTO/ANIELE NASCIMENTO

Fundado em 1928 pelo governo estadual, o Banco do Estado do Paraná (Banestado) concentrava todas as movimentações financeiras do estado, incluindo o pagamento dos servidores. Nos anos 80, um porquinho de plástico que era entregue aos correntistas para economizar dinheiro, virou a principal marca do Banestado.

Em 2000, o banco foi privatizado ao ser adquirido pelo grupo Itaú por R$ 1,6 bilhão. Antes da privatização, o Banestado foi alvo de um escândalo financeiro, com o desvio de recursos para paraísos fiscais entre 1996 e 2002, o que foi alvo de CPI na Assembleia e revelou para o país a ação do juiz Sergio Moro, que hoje comanda a Operação Lava Jato.

Supermercados Parati

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Com 125 anos, o Senff é um dos grupos empresariais mais antigos do Paraná. A história do grupo começou com uma mercearia em 1892, que evoluiu para uma padaria e, nos anos 1960, se transformou em uma das primeiras redes de supermercados do Brasil. O Parati foi pioneiro no lançamento de produtos com a própria marca. Em 2000, a rede Pão de Açúcar adquiriu as lojas Parati e a família Senff passou a se dedicar ao mercado financeiro, mais especificamente o setor de cartão de crédito.

Telepar

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Criada em 1963 no bolo de empresas estatais inauguradas na gestão do governador Ney Braga, a Telecomunicações do Paraná (Telepar) marcou gerações com as fichas usadas em telefones públicos. Em 1978, a companhia estadual cobria todo o Paraná. Em 1991, foi criada a Telepar Celular, tornando Curitiba a terceira cidade do Brasil a ter telefonia móvel.

Incentivada pelo presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), a Telepar foi uma das telefônicas estatais privatizadas em 1998. A empresa foi adquirida pela Tele Centro-Sul e Brasil Telecom, que hoje pertence a Oi, enquanto que a Telepar Celular foi absorvida pela italiana Tim. Mesmo não existindo mais, a Telepar segue no imaginário do curitibano: a torre panorâmica no Mercês, um dos pontos turísticos mais visitados de Curitiba, até hoje é chamada de Torre da Telepar por ter sido construída pela estatal.

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