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Curitiba

Delegacia vai mudar em definitivo para a Casa da Mulher Brasileira até o fim do ano

Até que ocorra a integração física completa das unidades, a unidade da Delegacia da Mulher instalada na Casa da Mulher Brasileira vai concentrar atendimentos em casos de violência doméstica intrafamiliar

  • PorAngieli Maros
  • 15/05/2017 18:02
 | Jonathan Campos/Gazeta do Povo
| Foto: Jonathan Campos/Gazeta do Povo

Toda a estrutura da Delegacia da Mulher (DM) de Curitiba – atualmente concentrada no Alto da Glória, próximo ao Colégio Estadual do Paraná (CEP) – deverá migrar para a Casa da Mulher Brasileira, no Cabral, até o fim do ano. Desde 26 de abril, a casa passou a contar com um núcleo da DM, o que dobrou o número de atendimentos prestados na unidade. A ideia de unir os dois espaços é evitar que a mulher vítima de violência – muitas vezes em condições de vulnerabilidade socioeconômica – precise percorrer vários trajetos em busca de apoio e assistência policial.

“Se essa mulher fica migrando de serviço para serviço, às vezes sem nenhum recurso, ela acaba desistindo de procurar ajuda”, ressalta Terezinha Beraldo, coordenadora de políticas para mulheres da prefeitura de Curitiba.

A Polícia Civil confirmou a possibilidade, mas ressaltou que a mudança dependerá das reformas necessárias para abrigar a delegacia e garantir atendimento adequado à mulher vítima de violência . As obras , contudo, já estão dentro de um cronograma.

Até que ocorra a integração física completa das unidades, a unidade da Delegacia da Mulher instalada na Casa da Mulher Brasileira faz atendimentos em casos de violência doméstica intrafamiliar. Mas esse e os demais crimes, como violência sexual, por enquanto, continuam a ser atendidos também dentro da sede da DM, próxima ao Colégio Estadual do Paraná.

“Os investigadores têm ficado aqui até a última demanda. E esse núcleo resolve muito o nosso problema porque é super importante a mulher ser acolhida, recebida, encontrar todos os serviços disponíveis em um local só para não ficar se expondo, se revitimizando”, destacou Sandra Praddo, coordenadora municipal da Casa da Mulher Brasileira.

De acordo com a coordenadora municipal da Casa da Mulher Brasileira, a principal mudança na estrutura da unidade será individualizar os locais de atendimento, que hoje funcionam como se fossem guichês e que não garantem privacidade a quem busca apoio. O governo federal deve emitir a autorização para as obras em até 30 dias.

Acolhimento

O núcleo da Delegacia da Mulher dentro da Casa da Mulher Brasileira funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h. À noite e nos fins de semana, os atendimentos são feitos na sede da Delegacia da Mulher, na Rua Padre Antônio, número 33, no Alto da Glória.

Desde que ganhou o núcleo da DM, a casa viu mais que dobrar seu movimento. Desde o início de maio, espaço recebeu, em média, 70 pessoas por dia. Antes, em torno de 30 mulheres passavam diariamente pelo acolhimento e triagem.

Além do atendimento na unidade da delegacia, a casa oferece apoio psicossocial — com assistentes sociais e psicólogas —, Defensoria Pública, Juizado de Violência Doméstica e Familiar, Ministério Público, Patrulha Maria da Penha e alojamento de passagem. Há ainda uma área de lazer, para as crianças das vítimas.

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