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| Foto: :Jaelson Lucas /AEN

Um heliponto foi inaugurado no Hospital Universitário Cajuru, em Curitiba, na última terça-feira (6) e com isso aumentou para cinco o número de locais na capital e Região Metropolitana com este tipo de estrutura. O heliponto vai permitir que a transferência de pacientes em situação de saúde grave seja mais rápida. Além do Cajuru, os hospitais Trabalhador, Angelina Caron (Campina Grande do Sul) e Hospital do Rocio (Campo Largo) e UPA do Tatuquara têm heliponto.

De acordo com o secretário de Estado da Saúde, Michele Caputo Neto, o objetivo é que tanto pacientes da rede pública quanto da rede privada possam usufruir da estrutura. “Não é só para paciente do SUS descer [no heliponto do Cajuru]. Desce quem precisar. Os planos de saúde que têm transporte aéreo também podem usufruir”, disse durante a inauguração, que contou ainda com a presença do governador Beto Richa.

A nova estrutura no Cajuru poderá ser utilizada para o transporte de órgãos para transplantes, evitando que seja necessário enviar ou receber órgãos pelo aeroporto, por exemplo. Dessa forma, o processo torna-se mais rápido e, nas palavras de Caputo Neto, mostra que o estado está “mais do que preparado” para diminuir a fila dos transplantes, deixando-a quase zerada.

A obra custou R$ 3,9 milhões e foi financiada pelo governo do Paraná. Ao todo, o serviço aeromédico do estado possui quatro helicópteros e um avião UTI, os quais atuam em quatro bases (Curitiba, Londrina, Maringá e Cascavel). Em cinco anos, a frota fez mais de 7,5 mil atendimentos. Além desses, aeronaves da Polícia Rodoviária Federal, a Polícia Militar e a Casa Militar podem ser utilizadas para prestação de serviços aeromédicos.

UPA do Tatuquara

O heliponto do Hospital Cajuru é o segundo a ser inaugurado em um espaço de atendimento de saúde em Curitiba em pouco mais de duas semanas. O primeiro foi a estrutura instalada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Tatuquara, aberta para o atendimento ao público no dia 22 de maio.

Na UPA, o heliponto também será utilizado aeronaves do governo do estado, em um convênio com a prefeitura de Curitiba. Conforme a parceria, dois helicópteros pertencentes aos serviço aeromédico do estado passam a atuar também oferecendo atendimento à rede de saúde pública municipal.

Da UPA do Tatuquara, os pacientes poderão ser levados para os hospitais de Curitiba e Região Metropolitana que também têm área exclusiva para aterrissagem e decolagem de helicópteros. Dessa forma, o tempo de transporte dos pacientes pode cair de meia hora para menos de dez minutos.

Apesar das vantagens, o Executivo municipal diz que não há estudos para criar helipontos em outras unidades de pronto atendimento da cidade, devido à necessidade de grandes adaptações nesses locais.

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