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Vítima de sequestro-remoto, idosa é resgatada em hotel no Centro
| Foto: Albari Rosa/Gazeta do Povo

Uma idosa de 74 anos vítima de um sequestro-remoto quinta-feira (2) foi resgatada pelo Tático Integrado de Grupos de Repressão Especial (Tigre), equipe de elite da Polícia Civil especializada em investigações de sequestro, em um hotel próximo ao Mercado Municipal de Curitiba, no Centro. Ela foi enganada por criminosos e, além de depositar cerca de R$ 1,3 mil na conta dos bandidos, se tornou refém de um sequestro feito totalmente pelo telefone.

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O crime começou às 14h30, quando os criminosos entraram em contato com a idosa pelo celular alegando que haviam sequestrado sua filha. Imitando a voz da garota ao fundo da ligação, os bandidos pediram para que a senhora depositasse a quantia de R$ 5 mil em uma conta bancária. Assustada, ela informou que não tinha o valor pedido e depositou tudo que havia em sua conta.

Não satisfeitos, os bandidos ordenaram que ela fosse de sua casa, em Almirante Tamandaré, na região metropolitana de Curitiba, até um hotel no Centro da capital. “Ela pegou um ônibus e foi até o local indicado pelos bandidos, mesmo tendo dificuldades motoras. Lá, entrou em um quarto de hotel, sem ninguém dentro, e ficou dentro dele por ordem dos criminosos”, explica o delegado-titular do Tigre, Cristiano Quintas.

Segundo ele, como em todo crime de sequestro-remoto, o criminoso controlava a vítima pelo telefone fazendo ameaças, mas sem que houvesse ninguém de fato ameaçando a vítima. "Ele falava que, no fundo do ônibus, tinham dois homens armados acompanhando ela ou que eles estavam do outro lado da porta do hotel — mas, na verdade, não havia ninguém".

Ao chegar ao hotel, foi iniciada a segunda fase do sequestro. Os bandidos entraram em contato com a família da idosa e pediram que eles depositassem R$ 20 mil. Foi neste momento, após não conseguirem entrar em contato com a senhora, é que os familiares acionaram a polícia.

Foi somente por volta das 23h30 que o Tigre encontrou a mulher depois de identificar de onde as chamadas feitas por ela estavam sendo feitas. “Quando entramos no quarto do hotel, ela pensou que fossem os bandidos. Mas logo a equipe tática se identificou e ela ficou mais calma com a presença dos policiais”, explica Quintas.

Os bandidos ainda não foram identificados. De acordo com o delegado, a prioridade do Tigre é encontrar primeiro a vítima para garantir a segurança da pessoa e, a partir disso, tentar chegar aos criminosos — o que nem sempre é tarefa simples. “Não é fácil identificá-los, já que normalmente esses sequestros-remotos acontecem de dentro das penitenciárias. O que torna difícil a investigação do caso”.

Como se proteger

De acordo com Quintas, esse tipo de crime visa principalmente pessoas vulneráveis, sem um perfil etário definido. “Eles percebem pela voz uma vítima em potencial. Normalmente, eles não conhecem nada da vida da pessoa, mas no momento da tensão, ela mesma acaba revelando informações que os bandidos usam a favor do crime”. Por isso, ele destaca que a principal forma de se proteger é desconfiar de ligações suspeitas.

Conforme aponta o delegado, a principal recomendação é que a pessoa fique atenta e jamais ceda a depósitos. Se o "sequestrador" falar que está com algum parente como refém, o ideal é que haja uma tentativa de contato com a suposta vítima — e, em caso de sucesso, fazer o boletim de ocorrência. Já se o contato não for possível, é indicado a pessoa fale com a Polícia Civil imediatamente.

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