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Ladrões roubam kits de Natal de igreja e comunidade se une para conseguir doações

  • Angieli Maros
 | Divulgação/Paróquia Nossa Senhora Aparecida de Campo Largo
Divulgação/Paróquia Nossa Senhora Aparecida de Campo Largo
 
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Roupas, brinquedos e alimentos arrecadados para ajudar cerca de 40 famílias carentes foram levados em dois roubos consecutivos a uma paróquia de Campo Largo, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC), na semana passada. Os kits seriam distribuídos durante um evento natalino programado para o último sábado (8), que só não foi cancelado porque a comunidade da Paróquia Nossa Senhora Aparecida, na região central, se uniu e conseguiu, em menos de um dia, recuperar ainda mais do que o que foi levado.

As ocorrências foram na terça (4) e na quinta-feira (6). No primeiro dia, os ladrões levaram todos os brinquedos arrecadados para as crianças da comunidade. Depois, voltaram e roubaram as roupas novas, também para as crianças, e os alimentos das cestas básicas que seriam doadas às famílias carentes. Nem mesmo a fantasia usada todo o ano pelo Papai Noel da paróquia foi poupada.

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A Polícia Civil de Campo Largo investiga as situações e voluntários da igreja ainda não têm pistas de quem possam ser os autores dos crimes. Mas a hipótese é de que o primeiro roubo, que não deixou sinais de arrombamento, tenha sido cometido por alguém que conseguiu a cópia da chave do depósito onde estavam os kits - em um espaço que, antigamente, servia como casa para o padre local. Na segunda situação, contudo, portas foram forçadas e os vidros, quebrados.

“Nós realmente não sabemos de nada, mas alguns vizinhos comentaram ter visto que uma gangue veio, puxava as coisas com um carrinho de mão e jogava para fora do muro. Tudo foi levado em um carro”, disse Rosilda Puszczynski, 50,uma das coordenadoras da paróquia.

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A desesperança, no entanto, não durou muito. Logo após o furto de quinta-feira, quando mais nada sobrou no depósito, uma das voluntárias decidiu pedir novas doações nas redes sociais. Foi a única forma que encontraram de tentar manter o Natal das famílias que esperavam pelo presente. O resultado surpreendeu.

“Na quinta-feira nós saímos sem chão, e na sexta ainda acordamos muito abalados com tudo o que havia acontecido. Mas na sexta ainda, depois que eu saí do meu trabalho e fui para a igreja começaram a chegar algumas doações. E de repente foi chegando mais. Eu só fui para casa depois da meia-noite”, recorda Rosilda.

Com a ajuda da comunidade as cestas básicas foram remontadas. Os alimentos arrecadados vieram em conjunto suficiente não só para o Natal como também houve sobra para as cestas do mês de janeiro - a doação mensal de alimentos é uma tradição da igreja. As roupas novas que as crianças iriam ganhar não foram recuperadas, mas os brinquedos, por sorte, foram entregues mesmo depois de todo o transtorno.

“O que eu posso dizer disso tudo é que foi bom ver como a comunidade se mobilizou. Claro que foi triste, a gente ficou muito pra baixo, pensando em como refazer, mas a gente aprendeu com isso”, relembra Rosilda. “No fim, acho que a gente pode dizer que foi um milagre de Natal mesmo”.

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