Imagem ilustrativa . Foto: Bigstock | Bigstock/
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Curitiba poderá ter mais um memorial para homenagear culturas. Trata-se do Memorial da Cultura Cigana, que deverá ser a sétima instalação em tributo a povos que ajudaram a formar a cidade. A ideia é que a instalação ocupe um jardinete no bairro Guabirotuba. Ainda não se sabe se haverá algum tipo de construção no local, ou se será apenas a nomeação do terreno.

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A área fica localizada no encontro da Rua Coronel Francisco Heráclito dos Santos com a Rua Franklin Soares Gomes e Rua Dr. Constante Coelho. Trata-se de um pequeno espaço que hoje tem apenas árvores plantadas. De acordo com o projeto de lei aprovado na Câmara Municipal e que pretende autorizar a instalação do memorial, o objetivo é valorizar a cultura do povo cigano, e foi apresentado vereadora Professora Josete (PT), que explica que atende a um pedido da Federação Nacional Das Associações Dos Direitos Leis Romani e União Dos Ciganos do Brasil (Fenadruci).

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Segundo Maurício Cristo, presidente da Fenadruci e morador de Curitiba, milhares de ciganos já passaram pela capital, e hoje algumas centenas deles estabeleceram residência fixa na capital. “Nossa intenção é que com esse memorial, seja criado um ponto de referência, um marco histórico que valorize os ciganos”, explica. Para o presidente, a aprovação em segunda instância é uma vitória, já que o memorial seria o primeiro a homenagear os ciganos em todo o Brasil.“Ainda somos alvo de preconceito por aí, e o memorial seria uma forma de nos valorizar”, acrescenta.

Terreno que poderá receber o Memorial da Cultura Cigana, no GuabirotubaReprodução/Google Maps

Cristo explica que hoje são três tipos de ciganos distintos que vivem no Brasil: Rom, Calon e Sinti. Cada um tem seu idioma, cultura e costumes próprios. “Mas a maioria trabalha com vendas, por isso alguns ainda atuam de maneira itinerante. Os Rom costumam vender enxovais, por exemplo, e os Calon ervas medicinais e produtos feitos com a natureza”, conta o presidente.

O presidente da Fenadruci conta que a federação está em contato com a prefeitura e a Fundação Cultural de Curitiba desde 2016 para viabilizar o terreno. O projeto de instalação já foi aprovado em segunda instância pela Câmara de Vereadores, nesta quarta-feira (13), e agora aguarda a sanção do prefeito Rafael Greca (PMN) para passar a valer.

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De acordo com a assessoria do gabinete da vereadora, a proposta apenas estabelece um local para fazer valer a determinação de um projeto de lei antigo. Trata-se da lei municipal 10.576/2002, que surgiu a partir de um projeto do então vereador Alexandre Curi, e previa a instalação de um memorial à cultura cigana em Curitiba, mas não determinava em que local.

A Fundação Cultural de Curitiba (FCC) explica que ainda não há nenhum projeto de construção para o terreno no Guabirotuba, e isso deverá acontecer apenas depois que o prefeito de fato sancione a lei. Segundo o presidente da Fenadruci, a praça não deverá ser usada para acampamentos ou como ponto de vendas. “Estamos verificando apenas a instalação de alguns bancos e uma placa de identificação, no mais deverá permanecer igual”.

Outros memoriais

Curitiba já tem outros seis memoriais que homenageiam povos: o Memorial Africano, no Pinheirinho; o Memorial Imigração Italiana, em Santa Felicidade; o Memorial Árabe, no Centro; o Memorial da Imigração Polonesa, no Centro Cívico; o Memorial Japonês, na Praça do Japão, no Água Verde; e o Memorial Ucraniano, no Pilarzinho.

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