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Alimentos começaram a voltar aos supermercados, mas expectativa é que situação ainda demore a se normalizar | Felipe Rosa/TRIBUNA DO PARANA
Alimentos começaram a voltar aos supermercados, mas expectativa é que situação ainda demore a se normalizar| Foto: Felipe Rosa/TRIBUNA DO PARANA

Ainda vai ser preciso um bom tempo para que os reflexos da greve dos caminhoneiros deixem de afetar a vida do paranaense. De acordo com previsão da Associação dos Supermercados do Paraná (Apras), pode levar até 30 dias para que a situação se normalize por completo e os 200 mil produtos oferecidos nos mercados voltem às prateleiras. E, enquanto isso não acontece, a tendência é de que os preços comecem a subir.

Segundo Valmor Rovaris, superintendente da Apras, grande parte dos fornecedores tiveram prejuízos durante a greve, além de serem afetados pela alta do dólar, que foi causada pela insegurança financeira no país. Para ele, isso aumenta a chance de variação nos preços dos produtos que serão entregues aos mercados nos próximos dias. “Se até a Petrobras, que trabalha com três produtos principais, não conseguiu normalizar o valor deles após a greve, imagine os 50 mil fornecedores que atendem os 4.600 mercados do estado. É uma cadeia muito ampla”, afirmou.

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O superintendente explica que são várias as causas dessa demora e do eventual aumento. Muitos fornecedores sofreram com a falta de combustível, enquanto outros esbarraram na falta de ingredientes e até mesmo de embalagens e mão-de-obra. Em alguns casos, a produção teve que ser suspensa até que a paralisação nas estradas acabasse.

E isso faz com que diversos produtos possam sofrer com essa variação de preço apontada por Rovaris. É o caso de alimentos que utilizam o trigo em sua composição, já que boa parte dele é exportado de outros países. “O valor do trigo depende totalmente do valor do dólar, que subiu durante a greve”, explicou.

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Abastecimento

Além do trigo, outras mercadorias que tiveram baixa produção nos últimos dias – como derivados de leite e ovos - também podem sofrer aumento no valor porque a prioridade dos supermercados ainda é o abastecimento. “Quando há bastante oferta do produto, é normal existir negociação de preço. Mas quando não tem produto, você compra o que tem pelo valor que oferecerem e repassa esse aumento ao consumidor. Foi o que aconteceu com o combustível durante a greve”, comparou o superintendente da Apras.

A orientação para o consumidor neste momento é mudar a lista de compras, trocando produtos mais caros por aqueles com valores mais acessíveis até que todos os estoques estejam normalizados e com preços semelhantes aos praticados antes da greve.

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