Como você se sentiu com essa matéria?

  • Carregando...
C copeira Rosaira Miranda da Silva foi morta durante festa de confraternização no fim de 2016
C copeira Rosaira Miranda da Silva foi morta durante festa de confraternização no fim de 2016| Foto: Daniel Castellano / Arquivo Gazeta do Povo

A policial civil Kátia das Graças Belo, acusada de assassinar a copeira Rosaira Miranda da Silva com um tiro disparado de seu apartamento em direção a uma festa em Curitiba, em dezembro de 2016, é um dos servidores públicos promovidos pelo decreto da semana passada do governo do Paraná.

Receba as principais notícias do Paraná via mensagem, em seu smartphone

Rosaira foi morta com um tiro na cabeça quando participava de uma confraternização com colegas de trabalho no Centro Cívico no dia 23 de dezembro de 2016. Irritada com o barulho da festa, a investigadora Kátia atirou da janela do apartamento em que mora. O disparo atingiu a copeira, que chegou a ser socorrida, mas faleceu no hospital.

Katia foi promovida por tempo de serviço a partir de liminar da Justiça. A ação foi movida pelo sindicato dos policiais, que pediu a promoção de todos os servidores que respondem processos administrativos, para que eles tenham direito ao benefício até que sejam provadas suas infrações dentro da corporação.

Mesmo dentro da lei, a promoção de Kátia entristeceu a família de Rosaria. “Essa promoção renova as dores da família. É uma policial que deveria ser afastada, mas foi promovida”, afirma o advogado da família da copeira, Edson Luiz Facchi Jr, que acredita que a promoção será revogada com a possível condenação de Kátia na esfera criminal.

A previsão é de que a policial vá a júri popular até o segundo semestre de 2021. Katia foi acusada de homicídio por motivo fútil. Além disso, a acusação tenta incluir outras duas qualificadoras que podem agravar a pena de Kátia se for condenada: perigo comum – quando o ato pode atingir mais pessoas além da vítima – e impossibilidade de defesa.

Já o advogado da policial, Peter Amaro de Sousa, reforça que a promoção está dentro da lei. “É uma situação normal no serviço público a promoção de quem responde processo administrativo até que se prove que ele cometeu algo errado. E a promoção é por antiguidade, ela não foi promovida a um novo cargo”, aponta. “Além disso, a Kátia está cumprindo tudo o que a Justiça vem exigindo dela”, completa Sousa.

7 COMENTÁRIOSDeixe sua opinião
Use este espaço apenas para a comunicação de erros
Máximo de 700 caracteres [0]