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São Paulo – A Boeing não arrestou nenhum avião da Varig, apesar de ter obtido na Justiça norte-americana na semana passada o direito de arrestá-los até ontem. Segundo a Varig, todos os sete aviões continuam voando. "Não há nenhum avião parado por ameaça de arresto", informou a empresa, por meio de sua assessoria.

A atitude da Boeing surpreendeu os analistas que acompanham de perto a crise da Varig. Eles apostavam que não só a Boeing iria pegar imediatamente os aviões, cujos aluguéis estão atrasados, mas que isso abriria um precedente para as demais empresas de leasing.

Fontes ligadas a algumas das empresas que fornecem aviões para a Varig revelam que por trás dessa trégua estariam potenciais interessados em adquirir a Varig e, em especial, o presidente da TAP, Fernando Pinto, tido como bem relacionado com empresas de leasing. Pinto tem mantido conversas com essas empresas em nome da Aero-LB, empresa brasileira que comprou a Varig Engenharia e Manutenção (VEM) e tem como sócios estrangeiros a TAP e o magnata dos cassinos de Macau, Stanley Ho. De acordo com as mesmas fontes, Pinto estaria negociando uma repactuação da dívida contraída após a entrada em recuperação judicial, para o caso de conseguir negociar uma proposta alternativa de compra da Varig.

No caso específico da Boeing, a Varig conseguiu negociar um acordo extrajudicial no início da semana, pedindo um prazo até que o juiz Luiz Roberto Ayoub decida sobre a homologação da proposta da NV Participações, a empresa do Trabalhadores do Grupo Varig (TGV).

Passados oito dias do leilão de venda da Varig, a NV Participações ainda não conseguiu provar que tem recursos para viabilizar a compra. Os principais envolvidos no processo de recuperação discutem agora a proposta do consórcio TAP, Air Canada e Brookfield.

Para que a proposta da TAP se torne viável, será necessário que o judiciário considere a da TGV inválida. O grupo de funcionários apresentou uma oferta de R$ 1,010 bilhão (US$ 449 milhões) pela Varig Operações, que reúne linhas domésticas e internacionais, e a proposta foi homologada com restrições. A principal delas era a comprovação da origem dos recursos.

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