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Retirado de pauta

Anvisa adia análise de recurso da Ypê contra suspensão de produtos

Produtos da fábrica de Amparo tiveram circulação suspensa por suspeita de contaminação bacteriana.
Produtos da fábrica de Amparo tiveram circulação suspensa por suspeita de contaminação bacteriana. (Foto: Jacqueline Spotto/Anvisa)

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) adiou a análise de um recurso da Química Amparo - responsável pelos produtos Ypê - contra a decisão da suspensão da fabricação dos produtos de limpeza. O julgamento estava previsto para a sessão desta quarta-feira (13), mas logo no início o diretor-presidente, Leandro Safatle, retirou a matéria da pauta, devendo retornar na reunião desta sexta-feira (15).

Ao tratar do tema, Safatle reiterou a validade da resolução que determinou o recolhimento dos lotes com final 1, bem como da recomendação para não utilização dos que já estiverem em poder dos consumidores.

Durante a fiscalização na unidade de Amparo, a agência encontrou 76 irregularidades que levaram à suspeita da presença da bactéria Pseudomonas aeruginosa em mais de 100 lotes. Por meio de um comunicado aos consumidores, a empresa afirmou que segue trabalhando para encontrar uma solução definitiva para o caso e que já apresentou um plano de ação e um relatório com as correções já implementadas.

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"Somos uma empresa 100% brasileira, com 75 anos de compromisso com a transparência, a segurança e o cuidado com você e sua família. Por isso, trabalharemos sempre com seriedade e respeito à confiança que milhões de brasileiros depositam na Ypê", conclui o comunicado.

A ação da Anvisa levou a suspeitas de internautas de direita sobre supostas motivações políticas. Diante disso, começaram a surgir vídeos demonstrando apoio por meio da utilização do detergente da marca. Outros conteúdos simulavam atitudes alheias à recomendação de uso, como a lavagem de peças de carne e a ingestão do produto de limpeza.

Além dos lava-louças, a lista de 24 produtos suspensos inclui lava-roupas e desinfetantes de uso geral. A bactéria citada é capaz de viver em ambientes hostis e pode causar infecções fatais sem atingir áreas vitais. No Brasil, a Pseudomonas aeruginosa costuma estar associada a infecções hospitalares.

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