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Negócio

Bancas faturam alto com álbum da Copa

Vendas disparam com a procura por figurinhas de jogadores. Alguns estabelecimentos vendem até 20 mil cromos por semana

Impressão na fábrica da Panini, em São Paulo: cromos viraram febre entre crianças e adultos | Paulo Whitaker/Reuters
Impressão na fábrica da Panini, em São Paulo: cromos viraram febre entre crianças e adultos (Foto: Paulo Whitaker/Reuters)
A gráfica da Panini está instalada em Tamboré, subúrbio de Barueri (SP) |

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A gráfica da Panini está instalada em Tamboré, subúrbio de Barueri (SP)

Na fábrica, são impressas diariamente cerca de 40 milhões de figurinhas |

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Na fábrica, são impressas diariamente cerca de 40 milhões de figurinhas

Máquinas e funcionários ajudam a organizar a produção dos cromos, que são enviados para todos os estados e outros países da América Latina |

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Máquinas e funcionários ajudam a organizar a produção dos cromos, que são enviados para todos os estados e outros países da América Latina

Máquinas ajudam a embaralhar as figurinhas para que não haja cromos repetidos no mesmo pacote |

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Máquinas ajudam a embaralhar as figurinhas para que não haja cromos repetidos no mesmo pacote

Cada pacote custa R$ 1 e vem com cinco figurinhas |

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Cada pacote custa R$ 1 e vem com cinco figurinhas

O rebuliço começa cedo aos sábados na banca de revistas de Adenir Maffiolletti, na Praça da Ucrânia, em Curitiba. Enquanto ele fica no "balcão", a esposa e a filha do comerciante têm uma tarefa bem específica, mas estratégica: organizar os pacotes de figurinhas da Copa do Mundo para atender aos colecionadores que, nas horas seguintes, invadem a praça. Não dá para reclamar. A "febre" das figurinhas tem alavancado o faturamento de donos de bancas por todo o país e motivado até um negócio paralelo na internet, onde álbuns completos são vendidos por até R$ 280.

SLIDESHOW: Veja imagens da impressão das figurinhas na fábrica da Panini em São Paulo

A grande procura pelos cromos é resultado de uma aposta da editora Panini, líder mundial em colecionáveis, que deu certo. O número de álbuns impressos neste ano chegou a 8,5 milhões, número recorde desde que a multinacional italiana começou a distribuir as revistas, na Copa do México, em 1970. A grande maioria dos álbuns – cerca de 6,5 milhões – foi distribuída gratuitamente, o que fez com que o produto chegasse com facilidade às mãos de crianças e adultos.

Completar o álbum já é outra história. Cada pacote custa R$ 1 e vem com cinco figurinhas – no total, são 649 cromos. Por baixo e com muita sorte, o colecionador precisa gastar pelo menos R$ 130 para não deixar nenhum espaço vazio. Como inevitavelmente há figurinhas repetidas nos pacotes, o número de vendas só aumenta.

Donos de bancas em Curitiba consultados pela Gazeta do Povo dizem vender, em média, até 5 mil pacotes por semana. Na banca da Praça da Ucrânia, a média, desde abril, tem sido de 20 mil de segunda a domingo. O comércio pega carona no encontro de colecionadores que ocorre aos sábados na praça e reúne centenas de pessoas. Só no último fim de semana, por exemplo, a banca vendeu 30 álbuns de capa dura – que custam R$ 24,90. No domingo, ao meio-dia, não havia mais figurinhas.

"Desde a primeira semana do lançamento [do álbum] começou a vender e não parou mais. Vem gente comprar figurinhas de tudo quanto é tipo e idade", diz Maffiolletti. Os pacotes com os cromos chegam às bancas, em geral, uma vez por semana. O faturamento dos comerciantes é de 25% – ou seja, a cada pacote vendido, eles ganham R$ 0,25.

Coleção

Na esteira do sucesso dos álbuns da Copa, desenvolvedores e marcas oficiais do evento lançaram aplicativos que ajudam a organizar as figurinhas e reunir colecionadores:

• Álbum na web

A Fifa lançou em parceria com a Coca Cola a versão digital do álbum, que conta com 424 "cromos virtuais", coletados gratuitamente por meio do site www.fifa.com/stickeralbum e que podem ser trocados com outros usuários. Quem conseguir completar o álbum até 31 de agosto participará do sorteio de 250 prêmios. Há também apps do álbum para iOS e Android.

• Rede de colecionadores

O Viber, aplicativo de troca de mensagens, lançou uma ação para reunir grupos de colecionadores que desejam trocar figurinhas. O usuário precisa entrar no www.gruposdetrocadefigurinhas.com.br, encontrar o grupo mais próximo e enviar uma mensagem por meio do app para o número +55 56 8392-2014 para participar do chat. Segundo o Viber, já há mais de 200 pontos de troca no país criados por meio da ação.

• Checklist

Há uma série de apps disponíveis no Google Play e no iTunes para ajudar a fazer o checklist das figurinhas e compartilhar as listas com os amigos. O oficial é o "Panini Collectors", em que o usuário escaneia com a câmera do celular as figurinhas que possui para incluí-las no aplicativo. Um dos apps melhores avaliados é o "Figurinhas Copa 2014", disponível para Android, que organiza automaticamente listas de figurinhas repetidas e faltantes.

• Grupos virtuais

Os encontros de colecionadores em empresas, bancas e praças se tornaram prática comum nos últimos meses e também migraram para as redes sociais. No Facebook, foram criados seis grupos abertos somente para organizar a troca de figurinhas em Curitiba, que reuniam até ontem 1,4 mil internautas.

Veja a fabricação

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