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Dia D

AO VIVO: CCJ do Senado sabatina Jorge Messias, indicado de Lula ao STF

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou nesta quarta-feira (29) a indicação de Jorge Messias, atual advogado-geral da União e indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), para uma vaga de ministro no Supremo Tribunal Federal (STF). A votação foi de 16 a favor e 11 contrários.

A votação foi secreta, por isso, não é possível verificar como cada integrante da comissão votou. Agora, o plenário do Senado analisará a indicação. São necessários, no mínimo, 41 votos favoráveis, entre os 81 senadores.

A sabatina começou às 9h e terminou por volta das 17h50. A sessão foi marcada por críticas da oposição, que acusa o indicado de adotar um discurso calculado e evitar respostas diretas sobre temas sensíveis. Parlamentares também levantaram dúvidas sobre a coerência entre as posições defendidas na sessão e a atuação real de Messias no governo.

Como Messias se apresentou na sabatina

Em seu discurso inicial, Messias reconheceu a existência de "erros e acertos" no Supremo Tribunal Federal (STF), defendendo o aperfeiçoamento da Corte, sobretudo em matéria de transparência. Usou citações bíblicas, falou em independência entre Poderes, contenção e fez acenos ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e ao nome que o parlamentar defendia ao cargo de ministro do STF, o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG).

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Messias disse que não pediu prisão preventiva, mas em flagrante, contra os envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023 na Praça dos Três Poderes, em Brasília.

O advogado-geral também se antecipou a uma polêmica: seu posicionamento sobre o aborto. “Sou totalmente contra o aborto. Da minha parte não haverá qualquer tipo de ação de ativismo em relação ao tema aborto na minha jurisdição constitucional”, disse.

A justificativa técnica não convenceu a oposição. O senadorMagno Malta (PL-ES) confrontou o indicado. Em outro momento, o senador e pré-candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) buscou encurralar o sabatinado. O parlamentar focou nas condenações do 8 de janeiro, consideradas desproporcionais por grande parte do Senado. Também destacou supostas omissões da AGU no escândalo de fraudes do INSS.

Já o senador Marcio Bittar (PL-AC) questionou a legitimidade do Senado para chancelar a indicação. “Venho dizendo desde o ano passado que sou contra o Senado da República sabatinar qualquer pessoa neste momento. O ambiente está contaminado.”

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Quais serão os próximos passos

A indicação de Messias foi anunciada por Lula em novembro do ano passado, após a aposentadoria do ministro Luís Roberto Barroso. A formalização do nome, no entanto, só ocorreu no início de abril. A escolha do presidente gerou críticas da oposição, da sociedade e até de aliados do governo, temerosos com avanços da censura e outras pautas sensíveis.

Após a aprovação na CCJ, a indicação deverá apreciada ainda nesta quarta-feira no plenário do Senado, onde são necessários pelo menos 41 votos favoráveis.

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Governo diz ter votos suficientes para aprovação; oposição se articula

Apesar de o governo garantir ter 45 votos, quatro além do mínimo exigido, ainda há um clima de incerteza sobre a aprovação de Messias. A oposição se articula para garantir um volume maior de votos contrários, apoiada principalmente na rejeição por parte do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).

Uma rejeição de Messias seria histórica, a primeira derrota de um indicado ao STF desde 1894.

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