| Foto: Daniel Castellano/Gazeta do Povo

A aceleração dos preços das carnes bovinas, que subiram 12,47% em novembro e puxaram o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) do mês para 0,68%, deve continuar a pressionar o indicador nas próximas divulgações. Após os dados do mês, o coordenador do IPC, Guilherme Moreira, revisou a projeção para a inflação na capital paulista em 2019, de 3,41% para 4,19%. É a maior projeção da Fipe registrada em 2019. Antes, o pico das expectativas foi em maio, quando a instituição previa o IPC em 4,10% no fechamento do ano.

A expectativa é de que as proteínas continuem pressionando o IPC em dezembro, fazendo com que a taxa do mês fique em 0,74%, segundo a projeção da Fipe. Mesmo assim, Moreira diz que espera enxergar uma desaceleração na variação das proteínas entre a segunda e a terceira quadrissemanas do próximo mês, mostrando algum alívio na pressão inflacionária. "Os preços não vão continuar subindo indefinidamente. Não é possível que isso se prolongue. Esperamos ver uma diminuição nesta contribuição, mas a dúvida é se as proteínas vão se acomodar em um patamar alto ou vão passar a ceder em algum momento", afirma.

No acumulado do ano, as carnes bovinas acumulam variação de 14,5% no IPC, a maior da cadeia de proteínas. Carne suína e aves também tem variações expressivas, com 16% e 11,88%, respectivamente.

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