Nova greve dos caminhoneiros está prevista para o dia 1º de fevereiro.| Foto: Valter Campanato/Agência Bras
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A greve nacional ensaiada por caminhoneiros, prevista para acontecer no dia 1º de fevereiro, ganhou a adesão da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transporte e Logística (CNTTL), uma das principais representantes da classe e que, até pouco tempo atrás, vinha mantendo diálogo com o governo federal. A CNTTL emitiu uma nota de apoio ao movimento afirmando que orientou os 800 mil motoristas autônomos e celetistas da sua base a aderirem à paralisação. De acordo com o porta-voz da entidade, Carlos Alberto Litti Dahmer, a categoria não suporta mais tanta exploração e a insensibilidade do governo Bolsonaro e do Supremo Tribunal Federal (STF), referente à agenda de reivindicações do setor, que está parada há três anos. “Lamentável o reajuste da Tabela do Piso Mínimo de Frete, realizada pela ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres). Tivemos um reajuste de 2,51% que é ínfimo. Só para se ter ideia o preço do pneu teve aumento nos últimos três meses de mais de 60%, seja nacional ou importado. Até hoje não tivemos o julgamento do Piso pelo STF. Não podemos suportar essa situação. Hoje temos um piso mínimo da fome. Para nós inconstitucional é a fome e a exploração. Vamos dar um basta nisso. Vamos cruzar os braços no dia 1º de fevereiro", afirmou Litti no comunicado divulgado pela CNTTL.

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