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Amos Genish quando ainda era presidente da Vivo, há três anos..
Amos Genish quando ainda era presidente da Vivo, há três anos..| Foto: Studio F/Divulgação

O BTG Pactual, conhecido hoje como banco de investimentos e pela gestão de grandes fortunas, vai lançar um novo braço de varejo. O objetivo é ser o sexto maior banco de varejo do país, posição hoje ocupada pelo Banrisul, com 2,7 milhões de clientes. O Banco Inter, primeira fintech a lista ações na Bolsa brasileira e que tem atualmente 2,2 milhões de correntistas, quer ocupar essa posição até o fim de 2019.

A criação da nova unidade que agregará serviços financeiros digitais do próprio banco e empresas parceiras foi anunciada na terça-feira (28) e será comandada pelo fundador da GVT e ex-presidente da Vivo e da TIM, Amos Genish. Segundo informações da Coluna Broadcast do Estadão, ele será sócio do BTG Pactual, com 1,5%.

A unidade juntará a plataforma de investimentos BTG Pactual Digital, uma operação em fase de testes de atendimento a pequenas e médias empresas, operações do banco Pan e de seguradoras das quais o BTG tem participação. Os serviços ficarão em um único canal. Além disso, ficam nesta unidade de negócios a aceleradora de startups e uma empresa de gestão de dados.

Roberto Sallouti, presidente do BTG Pactual, afirma que as negociações para trazer Genish ao banco começaram há apenas seis semanas. Isso explica porque o projeto está em fase inicial.

Clientes que investem pelo BTG Pactual já têm uma conta-corrente tradicional aberta, porque a instituição é um banco e não uma corretora. O banco não revela o número de clientes, mas Marcelo Flora, executivo que comanda o BTG Pactual Digital, afirma que o número dobrou nos últimos três a quatro meses.

A partir de agora, o BTG passará a liberar as funcionalidades que estavam bloqueadas por questões regulatórias, diz Flora. A primeira liberação deve ser a transferência de recursos da conta para outras pessoas -e não apenas para contas do próprio investidor. A função seguinte deve ser o pagamento de contas.

"A gente não consegue se comprometer com datas específicas", afirma o executivo.

Para Genish, porém, é possível colocar um banco completo em operação em um prazo de um ano. Os executivos afirmaram que haverá uma marca própria para o banco, que será desenvolvida nos próximos meses.

Genish disse ainda que um banco digital tem custo operacional 80% inferior ao modelo tradicional, que depende de agência e tem uma estrutura tecnológica mais antiga. Ele destacou ainda a alta concentração bancária e as oportunidades que o BTG tem para entrar nesse mercado com um baixo volume de investimentos.

Ao anunciar a criação da unidade de varejo digital, o BTG também falou do plano de fazer uma oferta secundária de ações como forma de aumentar a liquidez dos papeis no mercado e levar o banco ao nível 2 de governança da B3, a Bolsa brasileira. Essa oferta não envolve aumento de capital (o dinheiro vai para o acionista que vendeu o papel). Segundo Sallouti, a emissão atende a um pedido de investidores. A expectativa é de que a operação movimente R$ 2 bilhões.

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