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Cartada final da Avianca para evitar paralisação está nas mãos de fundo americano

A companhia tem até hoje para apresentar um proposta de pagamentos a arrendadoras de aeronaves e está em negociação com o fundo Elliot para uma injeção de capital que pode salvá-la

Avianca está no fim do prazo para apresentar uma proposta de pagamento das dívidas com as arrendadoras de aeronaves. | Divulgação/Avianca
Avianca está no fim do prazo para apresentar uma proposta de pagamento das dívidas com as arrendadoras de aeronaves. (Foto: Divulgação/Avianca)

No fim do prazo concedido pela Justiça para a Avianca apresentar uma proposta de pagamento às arrendadoras de aeronaves, a companhia ainda não fechou nenhum acordo. Até a noite de quarta (30), das oito empresas donas de aviões que têm valores a receber, duas não quiseram nem sentar para conversar, apurou o Estadão. As outras receberam representantes da Avianca, mas não chegaram a uma conciliação.

Em audiência no último dia 14, a Justiça deu até esta quinta-feira (31) para a Avianca apresentar a proposta de pagamento e se comprometer a realizar os próximos pagamentos nas datas de vencimento. Caso contrário, o juiz Tiago Henriques Papaterra Limongi, da 1.ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo, poderá determinar reintegração de posse dos aviões.

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O Estadão apurou que duas companhias –JSA e Willis, que, juntas, possuem três aeronaves usadas pela Avianca – apresentaram petições, na segunda-feira (28), comunicando o juiz que a proposta da Avianca é inaceitável. Em geral, as ofertas da Avianca às empresas não estão envolvendo pagamentos.

A cartada que a companhia guarda na manga é o anúncio de um aporte de R$ 250 milhões do fundo americano Elliot. Segundo fontes próximas à aérea, a injeção de recursos não está 100% garantida, mas as discussões avançaram bastante nos últimos dias.

Há empresas de arrendamento, porém, que não têm interesse em continuar alugando aviões para a Avianca, ainda que valores atrasados sejam pagos. Segundo fontes, o desgaste nos últimos meses para tentar chegar a um acordo foi grande.

A crise da Avianca começa ainda a respingar em outras companhias aéreas, que se preocupam com a possibilidade de os aluguéis de aeronaves subirem por causa do descumprimento da Convenção da Cidade do Cabo. O acordo, firmado por vários países, entre eles o Brasil, permite às empresas de arrendamento pedirem o cancelamento de matrículas de aviões em caso de calote.

Há duas semanas, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) havia informado que retiraria dez matrículas de jatos operados pela Avianca a pedido da GE, dona das aeronaves. A Justiça, no entanto, suspendeu o cancelamento das matrículas até 1.º de fevereiro.

Em recuperação judicial, a Avianca soma quase R$ 500 milhões em dívidas, sem considerar os débitos das arrendadoras. Procurada, a empresa não quis se pronunciar.

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