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Endividamento das famílias

Direita lança ofensiva contra programa de Lula para alívio de dívidas: “governo enrolador”

Flávio Bolsoanro comemora com oposição derrubada de veto de Lula à dosimetria (Foto: Jonas Pereira/Agência Senado)

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A direita lançou uma ofensiva nas redes sociais contra o Desenrola 2, programa que o governo Lula criou para tentar reduzir o endividamento e garantir diálogo com a classe C em ano eleitoral. Políticos de destaque e até a pré-campanha de Flávio Bolsonaro miram a iniciativa, argumentando que, além de eleitoreira, ela seria um “paliativo” que não ataca as causas do problema.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato mais bem posicionado do campo da direita, prepara um vídeo em que classificará o programa como um esforço para “combater incêndio com um copo d’água”. Segundo ele, o governo ignora a raiz do endividamento: o descontrole dos gastos públicos. Em sintonia com essa estratégia, o senador Ciro Nogueira (PP-PI) também criticou o Desenrola 2 em suas redes sociais.

“Se o governo lança dois ‘Desenrola’ no espaço de apenas um mandato, é porque faltou fazer sua parte para evitar que os brasileiros se enrolassem, em primeiro lugar”, escreveu o parlamentar no X. Flávio Bolsonaro reforçou, respondendo à publicação: “O governo Lula é o mais enrolador e impostor da história!”.

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A primeira edição do Desenrola, lançada em julho de 2023, foi apontada pela oposição como um fracasso. Apesar dos esforços do Palácio do Planalto, o endividamento seguiu crescendo e alcançou patamares recordes no final de março, com mais da metade da população adulta enfrentando dificuldades para quitar débitos. A estratégia governista é atribuir os números negativos à “herança maldita” da gestão Bolsonaro e ao avanço das bets como fatores de endividamento inédito da população.

Análises econômicas indicam que o descontrole dos gastos públicos gera fragilidade fiscal e déficits recorrentes, muitas vezes mascarados por manobras contábeis. Como consequência, a dívida pública subiu para 80,1% em março, o nível mais alto desde o início da série histórica.

Foco no eleitorado jovem

De olho nos eleitores mais novos, Flávio Bolsonaro também aposta no desalento em relação ao mercado de trabalho como um motivador de votos para a oposição. Nesta semana, o senador gravou um vídeo incentivando jovens menores de 18 anos a emitirem o primeiro título de eleitor, citando a necessidade de mudança por melhores empregos e mais segurança.

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