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Distribuição de renda melhora

Participação do trabalho na renda nacional |
Participação do trabalho na renda nacional (Foto: )

O abismo que separa os mais ricos dos mais pobres no Brasil ficou um pouco menor. A conclusão é do estudo "Distribuição funcional de renda no Brasil: situação recente", divulgado ontem pelo Ipea. A redução das diferenças afetou os dois extremos da pirâmide social brasileira nos últimos 17 anos. No período, o rendimento médio mensal dos mais pobres cresceu 44,4%, passando de R$ 67 em 1990 para R$ 97 em 2007. Já para a parcela de 1% dos trabalhadores mais bem remunerados, houve redução de 12,7% nos ganhos.

Com isso, o chamado índice de Gini, que mede o nível de concentração da renda apresentou redução de 10,1%. O índice Gini vai de 0 a 1 e quanto mais próximo de zero, melhor a distribuição de renda na sociedade. Entre 1990 e 2007, o Gini brasileiro recuou de 0,600 para 0,528.

O estudo também aponta para a recuperação da participação do trabalho na composição da renda nacional. A relação deve recuperar o mesmo patamar que tinha em 1990 – de 45,4% – somente em 2011 (veja infográfico).

No caso da desigualdade funcional da renda – que mede a participação do trabalho na formação da renda nacional – há quatro fases distintas. Entre 1990 e 1996, o rendimento do trabalho perdeu participação relativa no total da renda do país. Entre 1996 e 2001, houve recuperação de 5,4%. Entre 2001 e 2004, uma nova queda, acumulada em 3,1%. É só a partir de 2005 o rendimento do trabalho voltou a crescer. (ACN)

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